sábado, 30 de janeiro de 2010

Crítica - Pride and Prejudice [Orgulho e Preconceito]

Título: Pride and Prejudice [Orgulho e Preconceito]
Autora: Jane Austen
Editora: DOVER Publications
Páginas: 512
Preço Editor: $18,95 (custou-me 23,27€ cá)

Sinopse: «In one of the most universally loved and admired English novels, a country squire of no great means must marry off his five vivacious daughters. Jane Austen's art transformed this effervescent tale of rural romance into a witty, shrewdly observed satire of English country life.»


Em primeiro lugar, de frisar que li este livro em inglês (na sua língua original, aliás), como já não fazia desde... o último do Harry Potter, no ano em que saiu. No início notei que de facto estava um pouco destreinado, mas logo me habituei e a leitura fluiu melhor. É claro que demorava o dobro do tempo a ler cada página, porque tinha de estar com a atenção redobrada. E frequentemente não percebia uma palavra ou expressão; passava à frente e logo compreendia o sentido. E, sim, tenho perfeita noção de que, de certeza, não captei toda a beleza que o livro poderá ter - por ter lido em inglês, e algumas coisas me terem eventualmente escapado. Por outro lado, estive perante o texto na sua versão original, sem ser usurpada por traduções. Há prós e contras, como em tudo.

Mas passando da língua para a história em si - correspondeu às expectativas que alimentei durante muitos meses. Já tinha visto o filme, e foi após esse visionamento que me ocorreu também ler a obra que o originara. Escrito mais ou menos em 1796, fim do século XVIII, é bastante antigo. E um pouco da sua beleza reside nesse ponto: o facto de estar tão bem escrito, sendo uma obra com mais de dois séculos. Nota-se esse estilo de narração clássico, que se apoia, neste caso, nas relações sociais ligadas ao casamento. Casamentos - é essa a palavra chave. Mas damos muitas voltas à volta dela...

Certos momentos, confesso, não me cativaram; a história estava um pouco em ondas, nesse aspecto. Em certas partes haviam diálogos q. b., havia uma linha de acção a decorrer, e era fácil e cativante de acompanhar. Já o mesmo não posso dizer dos capítulos inteiros que esta pessoa ou aquela passavam a interpretar uma carta, ou uma determinada frase. Esses momentos eram excessivamente parados, e um pouco maçudos.

Mas depois temos toda uma emoção derivada dos diálogos, a complexidade para lá da aparência formal das personagens, os jogos de palavras e de vontades. Um romance no sentido literal da palavra - de amor. Os jogos de casamentos, o que está por trás deles... tem umas graças de vez em quando, que fazem qualquer um sorrir. Personagens diversificadas. Correspondeu às expectativas. Aconselho a quem quer experimentar a escrita de Jane Austen, ou simplesmente ler um bom clássico!

Personagens Preferidas: Mr. Darcy, Mr. Collins, Mrs. Bennet.

Nota (1/10): 8 - Muito Bom

Tiago
___________
É já segunda-feira que vamos publicar aqui a entrevista exclusiva à recentemente criada editora AHAB. E o passatempo também se aproxima a galope... fiquem atentos!

8 comentários:

Sássára disse...

Eu nunca percebi muito bem o final do filme... Talvez também tenha que ler o livro para compreender a história melhor!

Morrighan disse...

Eu adorei o filme e por acaso tenho bastante curiosidade em ler o livro.

Quem sabe se não ficara para uma leitura próxima.. Pelo menos vai para a wishlist =)

Boas leituras *

Lola disse...

Nunca li o livro, mas o filme sem dúvida que é um clássico. E deve-se à história. Um envolver de sentimentos, de objectivos..de sonhos! E a prova que ao lutar, conseguimos. Se hoje em dia ja é dificil, naqueles tempos era quase impossivel.

Hei-de ler :)*beijinho de Évora Tiago

P.S.:Quanto ao site, nao tenho tido tempo nenhum nenhum de publicar..a ver se isso muda.

Jojo disse...

Olá!
Eu quero experimentar Jane Austen. Desafiei-me a ler pelo menos 3 clássicos este ano. Quero ler um dela.

Um dos clássicos será As Aventuras de Pinóquio. Consegui apanhar aquela edição que mencionaste um post(Obrigada!). Muito boa mesmo!Está linda e por metade do preço...

Inês disse...

Eu li-o em Português (um daqueles livros da Sábado), depois de já ter visto o filme. Gostei, mas julgo que teria sido mais interessante se não tivesse visto o filme. Acho que foi uma das razões que me levou a não gostar muito desses momentos maçudos que referiste. Tinha a minha imaginação demasiado restringida pela interpretação do filme e já sabia para onde se encaminhava a história. Tenho de experimentar ler outro dela, até porque gostei do estilo da escrita.

p a t r í c i a * disse...

Um grande clássico da literatura (que, pronto, não li), fizeste bem em lê-lo. Eu não o li, mas acredito no que dizem, que é um grande livro, Parece-me que concordas! Então penso que também irei lê-lo. Mais tarde.

Jacqueline' disse...

Pelo que descreveste, deve ser parecido com Persuasão, o único livro que li dela.

Por acaso tenho Orgulho e Perconceito em casa num livro enorme em inglês com todas as suas obras. Espero tocar nesta brevemente!

branca de neve disse...

Eu acho que vi o filme (não tenho a certeza seera este). Gostava de experimentar esta autora e não me vou esquecer desta dica, espero eu.

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