domingo, 3 de janeiro de 2010

Crítica - Aprendiz de Assassino

Comprei este livro em Maio, na Feira do Livro de Lisboa, confiante de que seria uma boa aposta. Mas com tantas coisas para ler, acabei por o manter guardado na estante durante o Verão, e três quartos do Outono... até no princípio de Dezembro ter pegado nele, e decidido que tinha vontade de o ler. Acho que foi o momento certo. Existem livros que, apenas passado um tempo, temos vontade de lhes pegar. Normalmente são esses que me proporcionam maiores surpresas.

Este, pelo menos, não foi excepcção. Aprendiz de Assassino, que inicia uma das mais famosas trilogias da autora Robin Hobb, é uma obra de fantasia épica como já não lia há algum tempo. Não posso comparar com os de George R. R. Martin, porque enquanto que os deste, dividindo-se entre várias personagens principais, acabam por ser um retrato político e mais abrangente, este Aprendiz de Assassino centra-se num protagonista - e posso arriscar que, nestes termos, desde Sevenwaters, da Juliet Marillier, que não lia um livro tão bom.

As descrições, não sendo exageradas, conferem uma grande visualização dos ambientes ao leitor. As personagens têm defeitos, ambições, qualidades. Sentimo-nos confortáveis quando Fitz, o filho bastardo do herdeiro ao trono, se sente confortável. As personagens Paciência e Castro são as minhas preferidas, pelas peculiaridades de cada um deles. O pormenor do nome das personagens reflectir um pouco da sua personalidade também achei interessante, mas, em alguns casos, não consegui entender por completo a ligação. Talvez no próximo volume...

Um enredo épico, que tem uma evolução natural, não se apoia em guerras e conflitos armados, que flui com o crescimento de Fitz, e em que nada parece forçado. Robin Hobb surpreendeu-me com esta Saga do Assassino, e a Saída de Emergência está de parabéns pela Fantasia que publica em Portugal. Que este género seja cada vez mais lido pelas pessoas - não só os jovens! Que muitas vezes coloca-se uma etiqueta na fantasia, que é só para gente nova. Isso não é verdade.

Páginas: 381

Personagens Preferidas: Paciência, e Castro.

Nota (0/10): 8 - Muito Bom

Tiago

5 comentários:

Sássára disse...

Eu só li aquele pequenino excerto que tu me emprestaste e que a professora de Inglês nos queria tirar. E até gostei do que li. Mas penso que, se alguma vez vier a ler essa saga, vai ser muito mais lá para a frente.

Beijinho @

P.S. - Já tenho mais páginas.

Tinkerbell disse...

oi tiago os passatempos têm sido da minha iniciativa quando tenho repetidos, mas a maior parte mando emails para as editoras para perguntar se querem oferecer um exemplar para passatempo. Nem todas dão livro, nem todas respondem...

jocas espero ter ajudado!

Tatiana disse...

esta saga desperta-me alguma curiosidade e a verdade é que vindo da SDE apenas vejo qualidade, não só nos autores de livros mas também na tradução!
despertaste mais a minha curiosidade!!
boas leituras!

nuno chaves disse...

estou neste momento a ler o aprendiz de assassino, para começar não me causou grande frissom espero mudar de opinião, com o decorrer da narrativa, que se torna (pelo menos no inicio tão descritiva que aborrece)o facto de os nomes dos personagens secundarios serem tão ignobeis, atrapalha ainda mais a leitura, enquanto naõ se entra dentro da historia, ninguem se chama majestoso, cavalaria, paciencia ou virtuoso!!! fogem a regra fitz cabral e o rei sagaz. espero mudar de opinião tenho andado tão ocupado que a leitura anda um pouco em 2º plano. tomo a liberdade de rectificar o teu post, pois esta saga não é uma trilogia, mas sim uma pentalogia, os 4 primeiros estão a venda. o ultimo, será lançado segunda a saida de emergencia ainda este ano. um abraçºo tiago.

t i a g o disse...

Nuno:

O início também não me cativou por aí além; um dos motivos foi parecido com um que indicaste, de ter a leitura em 2º plano na altura, e acabo por não ler tudo de seguida... isso influencia sempre o fôlego com que lemos um livro. Acontece que as últimas cento e cinquenta páginas li num só dia, o que fez com que a opinião final fosse boa :) Só quando nos empenhamos num livro é que descobrimos os verdadeiros encantos dele.

E deixa-me rectificar a tua rectificação: na língua original, a Saga do Assassino é uma trilogia - mas a Saída de Emergência decidiu dividir o 2º e 3º originais em dois cada um, cá. Assim sendo temos o 1º que corresponde ao 1º de lá. Temos o 2º e 3º que correspondem ao 2º de lá. E temos o 4º e o 5º que correspondem ao terceiro de lá. :)

Boas leituras!

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