sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Entrevista Exclusiva a Frederico Duarte!

Primeiro que tudo, quero desejar desde já (em nome de toda a equipa) um excelente ano 2010 a todos os leitores do Lydo e Opinado, os que comentam e os que apenas visitam; que vos traga muitos sorrisos, saúde, e livros! Esperamos que este período tenha dado jeito a algumas pessoas para colocarem para colocarem as leituras em dia... em breve cada um de nós aqui do blog eventualmente irá falar de como correu 2009 em termos de leituras...

Mas tudo na sua vez! O Lydo e Opinado decidiu levar em frente a sua iniciativa de conseguir entrevistar 12 personalidades ligadas à escrita durante este próximo ano, desde autores, passando por tradutores, e englobando também editores. No primeiro dia de cada mês, uma entrevista exclusiva aqui no blog!

Neste primeiro dia do primeiro mês do primeiro ano desta nova década, o escolhido foi Frederico Duarte, escritor português de fantasia, que publicou o seu primeiro livro "AVATAR" em 2007. Desde então já escreveu "NECROMANCIA", o segundo volume da Saga Destino do Universo, e encontra-se presentemente a escrever o terceiro. Mas nesta entrevista ficamos a saber que parece ter um outro projecto em paralelo... e revela-nos alguns factos acerca de si, como escritor e leitor.

1. Frederico Duarte, com que idade começou a escrever as suas primeiras histórias, ou esboços delas?
R: Bom, o “Avatar” comecei em 2002, pouco depois de fazer 19 anos. Mas escrevi algumas histórias como trabalhos para a escola ao longo da minha vida de estudante, muitas das quais tiveram os protótipos das personagens da saga.

2. Que curso tirou na escola? E, quando o fez, tinha em mente escrever um livro?
R: No secundário segui o agrupamento de ciências, na vertente de informática, o que me levou a estudar engenharia informática na universidade, curso que não cheguei a concluir.

3. Lembra-se do primeiro momento em que teve a ideia inicial para o AVATAR? E em que o começou a escrever?
R: Lembro-me perfeitamente. Estava a estudar Álgebra Linear no McDonalds do Jardim Zoológico de Lisboa. Aborrecido, pus tudo de lado e agarrei numa folha branca. Nesse dia escrevi o prólogo todo.

4. Teve momentos, enquanto escrevia o primeiro volume da saga Destino do Universo, em que sentiu desânimo, ou pouca vontade de continuar?
R: Várias vezes. Por vezes punha-me a pensar se valeria o esforço. Hoje, fico contente por ter teimado e ter continuado a escrever.

5. Foi difícil, o processo de publicação do AVATAR? Considera que é de facto difícil publicar o género fantástico em Portugal?
R: Julgo que já foi mais difícil. O género fantástico está muito na moda e com vários autores portugueses já publicados, começam a aparecer mais e mais. Quanto ao meu caso, comecei por ter uma resposta positiva mal tentei, mas a editora em questão terá desistido devido ao risco que o tamanho do projecto continha, sendo eu um autor desconhecido. Depois, foi bater a outras portas e, ao fim de algum tempo, a Nova Gaia acolheu-me.

6. Acha que a reacção do público ao seu primeiro livro foi boa? Estava à espera de mais, ou pelo contrário até ficou surpreendido?
R: Fiquei bastante surpreendido. Nos dois primeiros meses, Novembro e Dezembro, uma altura competitiva, foram vendidos cerca de 2000 exemplares, segundo os dados que me foram fornecidos pela editora. Sendo eu um autor desconhecido, não o esperava. Os meus sonhos mais optimistas ficavam-se pela metade, confesso.

7. Tem uma rotina de escrita certa? Escreve mesmo quando não tem ideias, ou espera que a inspiração chegue antes de começar a produzir trabalho?
R: De início escrevia quando me apetecia. Agora que já tenho um compromisso, quanto mais não seja para com os leitores, por vezes forço-me a escrever. Mas se não há ideias a surgirem, prefiro parar e tentar mais tarde. Geralmente, basta começar para as ideias fluírem.

8. Costuma sonhar com passagens do seu livro? Ou, a mesma pergunta invertida: utiliza sonhos seus para cenas da história?
R: Acontece-me o segundo caso, com frequência. Os quatro irmãos do “Necromancia”, Nathan, Vlad, June e Jenny, são o resultado de um desses sonhos. E no terceiro, um dos vilões que irá ser introduzido também.

9. Existe alguma banda em especial que o inspira? Qual?
R: Metallica, claro! E Hyubris. O capítulo “Banshee”, do “Necromancia”, tem algumas referências à música “Beanshee”. Adoro escrever com música, e estas duas bandas são das que mais gosto de ouvir, dependendo da cena que esteja a escrever. Entre outras, claro.

10. Costuma colocar partes de si, ou de pessoas que conhece, nas suas personagens?
R: Não, nunca... Pronto, quase sempre. O Fredisson é um dos melhores exemplos disso! Sou eu próprio naquele Universo imaginário e, como tal, dei-lhe um nome parecido ao meu. Não lhe queria dar um protagonismo tão grande de início, mas a história acabou por ir por esse caminho. Fora ele, muitas das personagens são baseadas em pessoas que conheço. É uma forma de lhes agradecer por fazerem parte da minha vida.

11. Quando alguma personagem sua morre num livro, custa-lhe eliminá-la da história?
R: Se custa! Muitas vezes fico deprimido e até choro. É o mal de se saber exactamente o que cada personagem sente. Criamos uma empatia com elas e depois sofremos em conjunto. Mas é bom também sentirmos as suas alegrias.

12. Passemos agora para o seu lado enquanto leitor: qual é o seu género literário preferido?
R: Eu leio quase tudo, logo é complicado. Deveria dizer o género Fantástico, mas a verdade é que toda a boa história me prende. Acabo por me ligar mais ao género referido por ser o que escrevo.

13. Houve algum livro que tivesse lido na sua infância ou adolescência que o tenha marcado?
R: “Os Filhos da Droga”, “O Parque Jurássico”, a pentalogia “Ramsés”. Marcaram-me pelo prazer que meu lê-los, pelos conhecimentos oferecidos e, no primeiro, pela experiência de vida que foi.

14. Tem algum escritor favorito? Se sim, qual? E alguma vez o influenciou na sua escrita?
R: Christian Jacq, Robin Cook, Jules Verne, J.R.R. Tolkien, são alguns dos nomes que mais gostei de ler e que mais me inspiraram.

15. Existe algum livro que tenha lido, e pensado «Eu devia ter escrito isto, devia ter tido esta ideia antes!»?
R: Não exactamente, mas já aconteceu deparar-me com ideias semelhantes às que tive ou usei, em histórias escritas antes e depois das minhas, e não apenas em literatura. Há muita coisa escrita dentro do género, é normal que por vezes aconteça.

16. Revelou à pouco tempo o título do terceiro livro da saga – O Guerreiro Elementar. Se é que o quer fazer, o que nos pode adiantar acerca desta continuação?
R: Bom, já fui adiantando algumas coisas por aí. Este livro irá regressar um pouco atrás na história e contar o que aconteceu a Larn desde que desapareceu em “Avatar” até reaparecer em “Necromancia”. Claro, irá avançar a história também, apenas isto não seria justo para os leitores. Mas o que se passou com esta personagem tem de ser contado, de modo a explicar algumas pontas soltas.

17. Levantando os olhos para o futuro: gostava que os seus livros fossem publicados no estrangeiro? Quais são as possibilidades de isso vir a acontecer?
R: Claro que gostava. Seria um sinal de reconhecimento do meu trabalho! As possibilidades são difíceis de prever, este é um mercado incerto. Mas isso apenas quer dizer que não se sabe, não que é impossível de acontecer. Acima de tudo, é preciso creditar no que fazemos e ter perseverança.

18. Alguma vez pensou no que vai escrever a seguir à Saga Destino do Universo; ou, por exemplo, de repente lhe ocorreu alguma ideia na qual desejasse trabalhar?
R: Sim. Para dizer a verdade, há alguns projectos não Destino do Universo que já comecei. Mas, para já, prefiro não os revelar. Fiquem atentos.

19. Tem algum conselho para pessoas que desejem escrever um livro?
R: Acreditem em vocês próprios e sejam os vossos maiores críticos. Saibam reconhecer os vossos erros, mas acima de tudo não fiquem cegos para as vossas capacidades.

20. Uma última mensagem para os seus leitores, ou para as pessoas que, após esta entrevista, tenham ficado intrigadas em ler os seus livros?...
R: O Fantástico é um mundo de possibilidades. A imaginação de hoje pode muito bem ser o futuro de amanhã. Assim o tem sido, e assim será sempre.


Muito obrigado ao Frederico, por nos ter concedido esta entrevista! Desejamos-te o melhor sucesso com os próximos livros que publicares, e que o teu nome chegue brevemente a outros países, como se põe a hipótese na entrevista! Para todos os fãs desta saga, ou curiosos, podem aceder ao fórum oficial carregando aqui. Já leram algum dos livros desta saga? Ficaram curiosos em experimentar esta fantasia made in Portugal? Comentem! E já combinámos uma entrevista para dia 1 de Fevereiro... brevemtne revelamos a quem é.

A Equipa do Lydo e Opinado

12 comentários:

Leto of the Crows disse...

Yay! Gostei da entrevista ^^ Não sabia que o Fred também gostava de Robin Cook *.*

Sássára disse...

Oh, espectacular... Ele gosto de Hyubris! É tipo... A terceira pessoa que conheço que conhece esta banda. De resto, mais ninguém conhece! Fiquei mesmo espantada.

E quero ler algo dele, logo assim que puder :D

Anónimo disse...

(sou a Tomoyo-chan XD)

eu também adoro Hyubris =D

os meus parabéns para este escritor, que ele continue a lutar para ter sucesso e seguir o seu sonho ;) estamos todos contigo =D

adoro a saga =D

*****************

Anónimo disse...

(Bruno Gaio) só para dizer que este escritor , é dos maiores valores a nivel nacional , ele escreve com alma e paixão pensando na historia e nos leitores ,para mim , o reconhecimento dele devia ser em termos mundiais, visto a historia que ele criou na saga Destino do Universo ser fora do comum e ser diferente de tudo que se possa ja ter visto e lido. Parabens ao Frederico Duarte. Um dia ainda vamos ver um filme baseado nessa enorme e bem escrita saga.

Andreia* disse...

Sinceramente esta entrevista cativou-me muito mais do que a do José Rodrigues dos Santos, não sei bem porquê, mas li-a de uma assentada. Também não li ainda nenhum dos livros deste autor, mas espero conseguir realizá-lo brevemente, por muito que eu seja uma leitora assídua (já fui mais... a culpa é dos Maias - que não sei bem onde vou, sim porque apesar de saber que já vou na página 209 não faço a mínima ideia do conteúdo desta parte xD).

Só de pensar que tenho a estante cheia de livros por descobrir e alguns deles que comecei a ler com um entusiasmo que fugiu pelas razões mais estúpidas... ainda me dá mais vontade de ler -_-

Beijinhos*

PS:Ficas desde já avisado que vou tentar descobrir o entrevistado do próximo mês, nem que tenha de te "importunar" todos os dias ^^

Anónimo disse...

Já li e gostei muito dos livros deste autor. São dos livros de fantasia que mais prazer me deram a ler. Espero que o autor e o blog continuem o exelente trabalho que têm vindo a realizar

Bonnie disse...

Bom! Uma entrevista óptima! Precisava tanto de aconselhamento de um escritor!
Espantou-me bastante o que existe de comum entre mim e um escritor conhecido. Nunca pensei que acontecessem estas coisas regularmente... mas fico desde já mais animada e mais emocionada para continuar o meu livro.
:)
(é pena é que antes de ler estes livro... eu já tinha começado a escrever o meu e há certas coisas em que no meu é parecido. :S Tenho medo)

Bonnie disse...

Não sei se percebi bem... Mas foram vocês que contactaram Frederico Duarte? :S

t i a g o disse...

Sim, Boonie, fomos nós que o contactámos. Quando no blog fazemos as entrevistas exclusivas, tratamos de contactar com a pessoa em questão. Mas porquê?

Bonnie disse...

Porque precisava de falar com um escritor... e bem desde que li os livros dele eu pensei: "tem que ser com este escritor que tenho que falar!"
Então... bom, precisava de falar com ele sobre o meu "livro".

(ah! Obrigada por teres aparecido lá pelo blog ;))

t i a g o disse...

Então, como já te disse no teu blog, acede ao fórum da saga (encontras o link neste tópico da entrevista), e apartir daí podes fazer perguntas ao autor. O nickname dele lá é Skystorm.

Espero ter ajudado :)

Ana C. Nunes disse...

Excelente entrevista.
Deixou-me muito curiosa quanto aos livros do escritor.

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