quarta-feira, 17 de março de 2010

Novidade da Semana - O Outono em Pequim

Título: O Outono em Pequim
Autor: Boris Vian
Tradutor: Luísa Neto Jorge
Editora: D. Quixote
Nº de Páginas: 285
Preço Editor: 16€

Sinopse: Ao contrário do que o título possa indicar, esta história não se passa no Outono nem em Pequim, mas no imaginário deserto da Exopotâmia, onde um estranho Sol emite raios negros e um grupo de pessoas bastante original tenta construir uma estação de comboios com vias- -férreas que levam a lado nenhum.
Num cenário onde reinam o ilógico, o absurdo e o improvável, Vian, misturando um fantástico humor com uma desigual quantidade de náusea, introduz várias personagens excêntricas, tais como os melhores amigos Ana e Ângelo, ambos engenheiros, e Rochela, que se apaixona pelo primeiro, e se torna sua amante, enquanto Ângelo está loucamente apaixonado por ela. Além deste trio, deparamos ainda com o doutor Manjamanga, o arqueólogo Atanágoras Porfirogénito e Pipa, o dono do hotel, entre outros - todos eles num lugar que se assemelha a Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll, onde existe um matiz negro e tudo é possível, excepto a felicidade.

Sei que já saiu há um mês, mas por lapso deixei de o referir aqui no blog, quando sempre o quis fazer desde que soube, em Janeiro, que seria reeditado pela D. Quixote com nova capa e edição. Boris Vian - não conhecem o nome? Foi engenheiro, inventor, músico e crítico de jazz, poeta, romancista, cenarista, autor dramático, tradutor, cronista, declamador, intérprete das suas próprias canções e actor. Morreu com 39 anos de idade, abruptamente; mas nesse curto tempo de vida teve espaço para dar asas ao seu espírito criativo, e escrever alguns romances e peças de teatro, essencialmente de nonsense, que marcaram a literatura do século XX.

O Outono em Pequim é provavelmente, de todas as suas criações, a mais famosa. Não fala nem do Outono nem de Pequim. No fundo, é um romance sem sentido, que tenho a certeza que só quem lê e que entende se tem ou não alguma essência. A adquirir, e a ler, sem dúvida. O ano passado interpretei alguns sketches teatrais deles, e são muito engraçados, embora não tenham o mínimo sentido. Aconselho-vos a leitura deste romance, aproveitem esta nova edição.

Tiago

3 comentários:

p a t r í c i a * disse...

Vi os sketches que interpretaste e isso faz-me ter vontade de ler o livro, porque já conheço um pouco das suas... ideias ilógicas e estranhas. Mas giras.
Tenho vontade de espreitar este livro desse tão multi-facetado escritor.

Manuel Cardoso disse...

Tiago, isto é um caso sério! :)
Li este livro há muitos anos e prometi a mim mesmo relê-lo. Irei fazê-lo em breve.
A ideia com que fiquei é esta: se o enredo é ridículo? É! Tanto quanto a sequência de acontecimentos que constituem a nossa vida.
Ilógico? Também. As coisas mais importantes da vida e as características mais marcantes do espírito humano devem muito pouco à lógica.
Disparatado? Sim, como o mundo em que vivemos!
Sem sentido? Não! Definitivamente, não, caro Tiago (desculpa contrariar-te). Muitos sentidos. Tantos quantos os leitores quiserem, tantos quantos pudermos encontrar.
Para mim, é uma obra genial que já tinha quase esquecido no arquivo da memória. Foi teres recordado.
Um abraço.

Sássára disse...

Eu quero ler, para variar xD

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