segunda-feira, 22 de março de 2010

Crítica - As Duas Torres

Título: As Duas Torres - O Senhor dos Anéis Parte Dois
Autor: J. R. R. Tolkien
Tradutora: Fernanda Pinto Rodrigues
Editora: Publicações Europa-América
Nº de Páginas: 387
Preço Editor: 21,35€

Sinopse: No anterior volume desta trilogia, A Irmandade do Anel, o leitor travou conhecimento com alguns estranhos e simpáticos persoagens que povoam o mundo que Tolkien construiu: Frodo, Gandalf, Pippin, Aragorn, Boromir, para citar apenas alguns. Através deles ficou também a conhecer algumas espécies bizarras a viver em terras imaginárias: os hobbits, os orcs, os elfos, os anões. E acompanhou certamente todas as peripécias que se passaram à volta do misterioso anel de que Frodo era possuidor. Os perigos por que passaram para subtrair o anel às mãos cobiçosas dos inimigos, os trabalhos em que se viram envolvidos para conseguir o seu intento culminaram com a fuga e o desaparecimento de Frodo e a dispersão dos seus companheiros. Esta segunda parte, As Duas Torres, conta o que aconteceu a cada um dos membros da Irmandade do Anel, depois de o grupo se ter desfeito e até ao advento da Grande Escuridão e à eclosão da Guerra do Anel, que será contada na terceira e última parte. As Duas Torres é o segundo volume da trilogia O Senhor dos Anéis, em que se integram também A Irmandade do Anel e O Regresso do Rei.

Se tinha achado o primeiro livro daquela que é a mais famosa trilogia fantástica de sempre um bocado aborrecido, este As Duas Torres foge, e muito, a esse adjectivo dado ao seu anterior - foi emocionante e épico. Divide-se em duas partes: a primeira segue Aragorn, Legolas, Gimli, e Pippin e Merry. A segunda move o foco da atenção para Frodo e Sam. A primeira parte foi para mim e a mais interessante, talvez porque foi nessa que eu me surpreendi verdadeiramente, com o que considerei uma viragem de 180º na escrita de Tolkien - mais acção, e cria uma ligação maior entre a história e o leitor.

A natureza e os cenários descritos são construídos mentalmente na cabeça do leitor, e conseguimos visualizar na perfeição os pormenores, o ambiente envolvente. Por exemplo, a floresta de Barba de Árvore (que foi o protagonista, aliás, do meu capítulo preferido da saga até agora) foi muita bem descrita e conseguida, sentimos o peso do ar e a idade das árvores à nossa volta enquanto lemos.

Pude respirar fundo quando percebi que a história não ia seguir a mesma linha do primeiro volume, em que essencialmente foi narrada viagem, viagem e mais viagem. Não. Neste aqui alargam-se os prismas da acção, já temos mais do que a demanda do anel (a segunda parte, centrada novamente em Frodo, mostrou ser um bocadinho mais fraca). Gostei de algumas personagens novas que foram introduzidas, e fiquei com vontade de viajar até ao terceiro - O Regresso do Rei. E nesse terei ainda uma séria vantagem: é que eu cheguei a ver os dois primeiros filmes da trilogia, mas do terceiro nada sei, e por isso escapo aos spoilers!

No fundo, o livro mostra uma agradável faceta de Tolkien, que não encontrara na leitura d' A Irmandade do Anel, e que me fez acreditar nos tremendos elogios que são feitos à mais famosa saga de fantasia de sempre.

Personagens Preferidas: Barba de Árvore, Gollum, Pippin e Merry, e Gimli.

Nota (0/10): 8 - Muito Bom

Tiago

8 comentários:

Jojo disse...

Eu sou uma admiradora irremediável de Tolkien! Tenho os livros quase todos e já os li quase todos.

Eu também sempre gostei mais da parte de Aragorn, Legolas,Gimli, do Pippin e do Merry do que a de Frodo e Sam. Sempre achei a narrativa de Frodo e Sam muito lenta, exceptuando alguns capítulos no Regresso do Rei.

Ainda bem que não viste o terceiro filme. Assim a leitura vai ser melhor!

Bjinhos*

Sássára disse...

Quando eu conseguir ler A Irmandade do Anel foi fazer uma festa e aí sim, acho que vou gostar da trilogia.

Sássára disse...

* vou fazer xD

p a t r í c i a * disse...

Não li o primeiro livro, nem este, nem o terceiro, mas devo vir a ler. Pelo menos já sei que se ler o primeiro e o achar aborrecido, já sei que o segundo não é.
De filmes, nem o primeiro acabei de ver por isso quando ler estou livre de spoilers.

Alexandre Barbosa disse...

Li o primeiro e também não gostei muito, mas lendo a sua crítica me deu vontade de ler o segundo!!! Vou ler e depois comento o que achei!

João X disse...

Eu li a crítica e tenho a dizer algumas coisas.
Primeiro é um erro ler qualquer livro, mas em especial este por causa da cenografia, depois de ver o filme.
Depois há uma coisa na escrita do Tolkien, que para uns é chata, mas para mim é arrasador. Nas partes mais penosas do livro, a leitura parece demorar muito mais, se nos deixarmos mesmo levar pela escrita ficamos com o mesmo sentimento depressivo que as personagens sentem ao atravessar Mória, ou quando Frodo e Samwise vão até Mordor. Somos obrigados a penar também pelo caminho dos personagens e somos obrigados aos conflictos entre o bem e o mal.
Finalmente, há uma componente analógica no livro. Há uma analogia entre a fantasia e a realidade, que vai desde industrialismo vs natureza até ao bem vs mal. Daí que, para mim, Tolkien está no topo de tudo aquilo que é criar um mundo. Costurar linhas de um enredo influenciado pelas dezenas de linhas presentes no livro. ´
Contudo compreendo a perspectiva do ritmo de leitura ser irregular e nem sempre o melhor, mas eu acho maravilhoso o dom de Tolkien em fazer o tempo passar mais devagar.

mariana disse...

Li a irmandade do anel e achei chatoo.A escrita também nao foi das melhores que já vi.
Em muitos sitios ja vi a cançao de gelo e fogo em primeiro lugar nos melhores livros de fantasia de sempre.
Tudo bem que tolkien foi o pioneiro , blá,blá,blá. Ainda irei ler as duas torres e acabar a trilogia.Adorei os filmes e a historia.
Mas agora george martin parte tudo.
É um triller ao mesmo tempo que é fantasia, romance,aventura.
E com teias de conspiração e traição super elaboradas.
Graças a este blog decidi que iria ler a guerra dos tronos.Comprei um pack em que vinham os tres primeiros livros.Escusado sera dizer que fiquei viciada.!Estou quase a acabar o festim dos corvos.( ao contrario de muita gente nao o acho uma decepção.Apenas tem menos acção e cenas de cair o queixo , mas a inserção de capitulos das ilhas de ferro e dorne foi muito enriquecedor.
Enfim uma saga complexa.Martin é um génio.

t i a g o disse...

Olá, Mariana!

Que bom teres-te aventurado nas Crónicas de Gelo e Fogo. George Martin "parte mesmo tudo". O Festim dos Corvos também não foi uma decepcção para mim... gostei mesmo muito, ao nível do anterior.

Em relação ao Senhor dos Anéis - irás notar nas Duas Torres uma viragem agradável na escrita de Tolkien. Eu gostei muito ;)

Boas leituras!

Blog Widget by LinkWithin