domingo, 8 de fevereiro de 2009

A 80 páginas do fim...

A Fúria dos Reis está a avançar a bom ritmo... e, para dizer a verdade, já não me lembrava do quão gostava da literatura de George Martin. Tinha saudades disto.

Tiago

PS: Obrigado a quem já votou nas sondagens na barra lateral direita. Quem ainda não o fez é convidado a fazê-lo ^^

domingo, 1 de fevereiro de 2009

O Trabalho dos Monges Copistas

Os monges copistas copiavam os livros à mão. A perfeição com que executavam o seu trabalho fazia com que demorassem anos a acabar um livro. Como eram raros e muito caros, os livros estavam muitas vezes presos por uma corrente para maior segurança.

Acho incrível este cuidado que era dado aos livros, todo o processo á volta da sua existência, que era dado já na Idade Média. A necessidade de fazer cópias para os preservar ao longo dos séculos, o perfeccionismo entregue na árdua tarefa, de desenhar as letras e as capitulares... eram como os editores de hoje em dia. talvez alguns também fossem autores.

Tiago

Nota: Peço-vos que participem nas votações presentes na barra lateral direita do blog, acerca dos últimos três livros que foram opinados aqui neste espaço. Já agora, vou neste momento na página 128 d'A Fúria dos Reis (em 430).

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

A Filha da Profecia - Crítica

E, doze dias depois de ter começado a ler, terminei há três horas a leitura d' A Filha da Profecia, o volume que encerra a magnífica e respeitável trilogia Sevenwaters, de Juliet Marillier!

Tinha lido muitas críticas acerca da trilogia. Existem pessoas que dizem que o primeiro, A Filha da Floresta, é o melhor. Existem aqueles que acham que o segundo, O Filho das Sombras, é que foi o mais marcante. E também há quem diga, embora muito menos gente do que para os outros dois, que o terceiro volume, A Filha da Profecia, é o mais bonito e bem feito da saga.

Pessoalmente, este último foi o meu preferido. Temos uma protagonista mais real, que comete mais erros e que se culpa pelo que faz. Que tem altos e baixos... que cai, se lavanta, e volta a ter recaídas... e temos uma história que nos parece ser um beco sem saída até ao fim... que não é nem feliz nem triste... mas que é magnífico.

A Filha da Profecia é a conclusão para uma das minhas sagas preferidas, e, na minha opinião, é um final em grande, intenso, marcante... poderia também dizer original. É fácil de ler, apesar do elevado número de páginas e letras pequenas, o que se pode confirmar pelo número de dias que demorei para o devorar (sim, porque voês não fazem mesmo ideia da eternidade que eu demoro a ler um livro: parece que este ano de 2009 me está a correr bem em termos de leituras).

Apenas uma nota negativa para a tradução portuguesa. Embora boa numas partes, deixa muito a desejar noutras. E, para 9ª edição, os erros ortográficos são demasiados. Os meus parabéns a Juliet Marillier, pelo vocabulário, pela forma como contrói os romances entre as personagens e pela mística que faz passar com a trilogia. E ouvi dizer que para o fim do ano vai sair em Portugal a sequela da trilogia... Heir to Sevenwaters (Regresso a Sevenwaters). Lê-lo-ei, isso sem qualquer dúvida!

Páginas: 477

Personagem Preferida: Fainne (pela realidade com que é construída), Lady Oonagh (porque a sua malvadez é espetacular) e Darragh (porque o par Fainne-Darragh, é, na minha opinião, o mais querido da saga).

Nota (0/10) - 9 (Excelente)

Tiago

E agora vou partir para George Martin, o melhor escritor de fantasia da actualidade. Venha "A Fúria dos Reis"! :D

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

O Estranho Caso de Benjamin Button - Crítica

E ontem, ao passar pela Fnac, vi numa prateleira o livro que deu origem a um dos filmes mais mediáticos do ano que passou: O Estranho Caso de Benjamin Button. O filme está nomeado para 13 Oscars, e é bastante conhecido: um homem que nasce velho e morre bebé, rejuvenescendo ao longo da vida. Como o livro era bastante pequeno, com 70 páginas mas letras grandes, li-o em meia hora na livraria. Porque, na verdade, O Estranho Caso de Benjamin Button é um conto. E que conto!

Gostei do livro, apesar de alguns paradoxos na descrição, coisa inevitável num livro que apresenta tão estranho caso! A forma como a vida de Benjamin é relatada resumidamente, focando um ou outro tema de forma um pouco mais profunda no início, mas a vida toda é tratada ao de leve. No inicio é dada mais atenção aos pormenores, e ao longo do livro vamos passando a ver tudo mais rapidamente.

Por vezes ficamos com pena da personagem principal... diz que tem 18 anos e quer entrar no liceu... mas na verdade tem aparência de 52 anos e ninguém acredita nele. Mais tarde, já casado, atravessa o dificil momento de ter a mesma idade do seu filho. E, ainda mais tarde, brinca no pátio com o seu neto, brincadeiras de crianças entre crianças... mas Benjamin Button não era uma criança, era um senhor já de larga idade que era general. Vai apresentar-se na tropa como superior, mas tudo o que os outros vêm é um miúdo que roubou o distintivo.

Ficamos todo o livro a ansiar pelo fim, a pensarmos na forma como irá acabar. Como morrerá o bebé de velhice? O livro é original, delicioso de se ler, mas tem talvez uma linguagem um pouco fria e sulinha factos menos importantes deixando algumas situações engraçadas de se explorar por o fazer. No entanto, aconselho, porque se lê rápido e fica-se com um sorriso no rosto quando se acaba!

Páginas: 77

Nota (0/10) - 7 (Bom)

tiago

ps: acabarei de ler "A Filha da Profecia" no decorrer desta semana... para já, estou a 110 páginas do fim.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Juliet Marillier

Que momento melhor para falar desta grande autora do que este, em que, inesperadamente, já vou a metade do livro "A Filha da Profecia" (250 páginas em 5 dias está a ser, para mim, um ritmo bastante rápido). O livro está a superar todas as minhas espectativas. Via espalhadas pela Internet críticas à triologia Sevenwaters, dizendo que, dos três, este era o que as pessoas colocavam como o livro que menos tinham gostado. Pois bem, até agora, para mim está a ser o meu favorito.

Juliet Marillier nasceu em Dunedin, na Nova Zelândia, uma cidade com fortes tradições escocesas que a influenciaram profundamente. Licenciou-se com distinção em Linguística e Música na Universidade de Otago e tem tido uma carreira variada que inclui o ensino, a interpretação musical e o trabalho em agências governamentais. Foi considerada por inúmeros críticos internacionais como a sucessora de Marion Zimmer Bradley (autora d'As Crónicas de Avalon).

Juliet estreou-se no mundo literário no ano de 1999, com A Filha da Floresta, e desde então, em apenas dez anos, já publicou 11 livros, estando já a escrever o 12º (Hearth's Blood). Em seguida segue-se a lista dos seus livros, que se organizam por sagas distintas.

Sevenwaters
Filha da Floresta (1999)
O Filho das Sombras (2000)
A Filha da Profecia (2001)
O Herdeiro de Sevenwaters (2008) *

Saga das Ilhas Brilhantes
O Filho de Thor (2002)
A Máscara da Raposa (2003) –

As Crónicas de Bridei
O Espelho Negro (2004)
A Espada de Fortriu (2005)
O Poço das Sombras (2006)

Série Wildwood
Danças na Floresta (2006)
O segredo de Cibelle (2007)

*Este livro só será editado em Portugal no decorrer do ano 2009 (título não confirmado)

Vou, então, continuar a ler A Filha da Profecia. Informo também que a Patrícia voltou a ficar sem acesso à Internet e que, pelo menos por uns tempos, não poderá aceder ao blog. BOas leituras para todos!

tiago

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Lua Nova - Crítica (Tiago)

[Apesar de conter poucos, esta crítica contém alguns spoilers (revelações do enredo) acerca da história, que estão numa letra igual à do fundo. Passa com o rato por cima das frases entre parenteses rectos ([]) para leres essas partes.]

Hoje terminei de ler o segundo livro da saga Luz e Escuridão, da Stephanie Meyer - Lua Nova. Foi um livro que li mais ou menos rápido, tendo em conta a minha velocidade média para ler livros com o tamanho deste (cerca de 400 páginas). Por norma, costumo demorar cerca de um mês, por vezes um pouco mais... mas à semelhança do que aconteceu com Crepúsculo, o primeiro da saga, Lua Nova foi bastante rápido e agradável de se ler (fi-lo em 16 dias).

A escrita de Stephanie Meyer é harmoniosa, vai sempre fluindo para novos caminhos... mas a principal característica, que, na minha opinião, está ainda mais sublinhada neste segundo volume, é a lentidão dos factos. Todas as acções são ponderadas. As descrições, minuciosas, principalmente ao nível dos sentimentos. Os diálogos parecem estudados pelas próprias personagens... resumindo, é um daqueles livros que não sei como resultará no cinema! A acção é tão lenta, tão parada... é quase como um drama. Mas com vampiros. [ E, desta vez, lobisomens! ]

Mais para o fim, novamente à semelhança de Crepúsculo, existem cerca de dois ou três capítulos mais mexidos. Mas, e por completa antítese, queixo-me eu que o livro é muito parado, mas as partes mais mexidas são as que menos gosto. Parece que a própria escrita da autora funciona melhor aquando do ritmo da acção lento...

SPOILERS : [ A história estava bastante original, e acho que a autora apostou bastante bem ao dar um rumo diferente e inovador à história - e não é que Edward, o grande amado de Bella no primeiro volume, se vai embora com a família logo no capítulo 3 e a deixa para trás, sozinha, abandonada, e a sofrer do coração. É assim que um protagonista pode passar, embora muito ligeiramente, a "mini-vilão". Não há quem não fique zangado com a atitude do vampiro. ]

Gostei, um pouquinho menos do que do Crepúsculo nuns aspectos, um bocadinho mais noutros. A minha personagem preferida (Charlie) desceu um pouco na minha consideração, mas em contra-partida, Jacob, a minha segunda personagem preferida, subiu - como seria de esperar, aliás, pela participação importante que representa neste volume.

Apesar de tudo, deu-me um gosto enorme de o ler, e nem por um bocadinho o achei chato. O livro pega em nós com naturalidade e faz com que o leiamos com vontade.

Personagens Preferidas: Charlie (pela preocupação com Bella e por ser um pai atrapalhado e preocupado, [ e por ter perdido completamente as estribeiras no fim do livro! ] e Jacob ( [ porque sempre desejei que ele ficasse com a Bella e, neste livro, pude provar um pouco esse sabor. E porque mostrou ser um amigo fiel... e invulgar ] ).

Nota (0/10) - 8 (Muito Bom)

Tiago.

Post Scriptum: Podem ler a minha crítica ao livro Crepúsculo carregando aqui. E podem ler a crítica da Patrícia em relacção ao Lua Nova carregando aqui.
E agora, vou começar A Filha da Profecia!
[Já agora, um pequeno aparte, a fotografia do livro é da minha autoria, e a mão apresentada é obviamente a minha!]

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Próxima Leitura - A Filha da Profecia

E, estando eu quase a terminar o Lua Nova, já decidi qual o livro que se seguirá. A Filha da Profecia, de Juliet Marillier, é a conclusão da trilogia Sevenwaters. Os dois primeiros livros desta saga são A Filha da Floresta e O Filho das Sombras, os quais eu já tive oportunidade ler e criticar (positivamente) aqui no blog.

Dos dois primeiros tive uma opinião bastante positiva. Parto para este com as espectativas bastante elevadas, com a esperança de ler um fim digno da qualidade que a trilogia já provou ter!

" Fainne foi criada numa enseada isolada na costa de Kerry, com uma infância dominada pela solidão. Mas o pai, filho exilado de Sevenwaters, ensina-lhe tudo o que sabe sobre as artes mágicas. Esta existência pacífica será ameaçada em breve, e a vida de Fainne jamais será a mesma, quando a avó, a temida feiticeira Lady Oonagh, se impõe na sua vida. Com a perversidade que a caracteriza, a feiticeira conta a Fainne que tem um legado terrível: o sangue de uma linhagem maldita de feiticeiros e foras-da-lei, incutindo nela um sentimento de ódio profundo e, ao mesmo tempo, a execução de uma tarefa que deixa a jovem aterrorizada. Enviada para Sevenwaters, com objectivo de destruí-la, vai usar todos os seus poderes mágicos, para impedir o cumprimento de uma profecia. "

Brevemente, a minha crítica ao livro Lua Nova (leiam a da Patrícia carregando aqui)

tiago
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