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domingo, 21 de fevereiro de 2010

Crítica - O Mar de Ferro


Título: O Mar de Ferro
Autor: George R. R. Martin
Tradutor: Jorge Candeias
Editora: Saída de Emergência
Nº de Páginas: 320
Preço Editor: 18,85€

Sinopse: SPOILERS: Quando Euron Greyjoy consegue ser escolhido como rei das Ilhas de Ferro não são só as ilhas que tremem. O Olho de Corvo tem o objectivo declarado de conquistar Westeros. E o seu povo parece acreditar nele. Mas será ele capaz? Em Porto Real, Cersei enreda-se cada vez mais nas teias da corte. Desprovida do apoio da família, e rodeada por um conselho que ela própria considera incapaz, é ainda confrontada com a presença ameaçadora de uma nova corrente militante da Fé. Como se desenvencilhará de um tal enredo? A guerra está prestes a terminar mas as terras fluviais continuam assoladas por bandos de salteadores. Apesar da morte do Jovem Lobo, Correrrio ainda resiste ao poderio dos Lannister, e Jaime parte para conquistar o baluarte dos Tully. O mesmo Jaime que jurara solenemente a Catelyn Stark não voltar a pegar em armas contra os Tully ou os Stark. Mas todos sabem que o Regicida é um homem sem honra. Ou não será bem assim?

É quando acabo de ler um livro destes que dou por mim a pensar no verdadeiro poder deste objecto - um conjunto de páginas impressas com letras. É quando acabo de ler um livro destes que verdadeiramente me apercebo de repente que adoro ler, porque é um meio de chegar um fim que nunca de outra maneira conseguiria alcançar. O Mar de Ferro, oitavo volume das Crónicas de Gelo e Fogo de George R. R. Martin, é fantasia tornada realidade. De se tirar o chapéu.

O Mar de Ferro é sofrimento, é torcermos por personagens, é vermos as seis faces de um cubo ao mesmo tempo e não queremos que nenhuma dela desapareça da nossa vista, é a emoção da batalha, é a inteligência dos enredos das entrelinhas, é termos um mundo fantástico ao alcance de um pensamento, é fecharmos os olhos com força e pedir-mos silenciosamente «por favor, não que esta personagem se safe...».

O Mar de Ferro é de ferro, de sangue, de traição, de medo, de amor, de gargalhadas, de perigo... O Mar de Ferro, assim como toda a saga, é mais do que um típico livro de fantasia. Na minha opinião, é mais do que "A melhor fantasia dos últimos 50 anos". Às vezes existem aqueles livros que dizemos «aconselho-te», ou «gostei bastante». Eu não me vejo a aconselhar ou a dizer que gostei bastante deste livro - seria pouco.

SPOILERS: Sansa Stark, quero conhecer-te, dizer-te que tu e o pequeno Robert ficam muito bem juntos (embora muita gente odeie o senhor do ninho de águia, gosto dele). Cuidado com o Mindinho, não te fies completamente nessa proposta que te fez. Brienne, não sabes o quanto lamentei a tua morte, espero que repouses em paz como a cavaleira que foste. Cersei, confesso que não me atreveria a aproximar de ti, mas é bom ler-te à distância, e espero que te safes dessa alhada em que te meteste. Jaime, neste volume subiste na minha consideração, apesar de tudo fizeste bem em mandar queimar a carta, e embora continues a ser o Regicida, que a tua honra seja reconhecida um dia mais tarde. Samwell, fiquei desapontado quando quebraste os teus votos, embora reconheço que era quase inevitável não o fazeres. Arya, porque raio mataste o tal rapaz da patrulha da noite? Teres ficado apenas cega já foi uma grande sorte. Quero-te ajudar a ver o mundo a partir de agora. Qyburn, quero ver-te preso para sempre numa masmorra. E Randyll Tarly. E Euron. E Coração de Pedra. Odeio-vos, e ao mesmo tempo adoro-vos enquanto personagens.

George R. R. Martin tem este talento de nos ligar às personagens. É essa a verdadeira magia da saga. Não é só queremos saber quem ganhará o jogo dos tronos no fim: é também quem passou por ele até ao derradeiro vencedor. Mágico. Maravilhosamente bem escrito. Épico. Adorei.

Personagens Preferidas: SPOILERS: Sansa Stark (só um capítulo em todo o livro???), Cersei Lannister, Brienne de Tarth, Robert Arryn, Tommen Lannister. Todos, se possível.

Nota (1/10): 10

Tiago

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Crítica - O Festim dos Corvos


Título: O Festim dos Corvos
Autor: George R. R. Martin
Tradutor: Jorge Candeias
Editora: Saída de Emergência
Páginas: 423
Preço Editor: 18,85€

Sinopse - Spoilers: «Continuando a saga mais ambiciosa e imaginativa desde O Senhor dos Anéis, As Crónicas de Gelo e Fogo prosseguem após o violento triunfo dos traidores.
Enquanto os senhores do Norte lutam incessantemente uns contra os outros e os Homens de Ferro estão prestes a emergir como uma força implacável, a rainha regente Cersei tenta manter intacta a força dos leões em Porto Real. Os jovens lobos, sedentos por vingança, estão dispersos pela terra, cada um envolvido no perigoso jogo dos tronos.
Arya abandonou Westeros rumo a Bravos, Bran desapareceu na vastidão enigmática para além da Muralha, Sansa está nas mãos do ambicioso e maquiavélico Mindinho, Jon Snow foi proclamado comandante da Muralha mas tem que enfrentar a vontade férrea do rei Stannis e, no meio de toda a intriga, começam a surgir histórias do outro lado do mar sobre dragões vivos e fogo...»

Este festim dos corvos não foi bom só para as aves referidas: acho que os leitores também se deliciaram com o sétimo volume das Crónicas de Gelo e Fogo, de George R. R. Martin. Eu pelo menos saí muito bem servido, e gostava de ser convidado mais vezes para estes banquetes. Tenho de escrever a crítica rápido porque estou quase a partir para o Mar de Ferro, e daqui a pouco já não apanho o barco. Brincadeira à parte: adorei este livro.

A maior parte das críticas que li pela internet acerca d' O Festim dos Corvos denotavam desilusão. Diziam que não deixava de ser bom, mas que baixava um pouco o nível. Talvez por esta mesma razão, de não ir com o ânimo muito elevado, a leitura acbou por se revelar uma surpresa. É bom surpreender-me constantemente com os meus autores preferidos. A renovação do leque de personagens que acompanhamos foi uma lufada de ar fresco, que na minha opinião só vai dar mais fôlego à história. Acho que gosto dos volumes assim mais parados de Martin.

Spoilers: Das personagens novas que passámos a acompanhar, um destaque grande da minha parte para Cersei Lannister. A rainha surpreendeu-me, e muito! Foi com ela que mais me diverti no livro, não houve nenhum capítulo em que evitasse rir-me dos seus pensamentos contrários ao que dizia. É uma pessoa pérfida, mas enquanto leitor senti grande facilidade em ler os seus capítulos. Prefiro ver a Corte pelos olhos dela que pelos de Jaime, que estava um bocadinho fraquinho neste volume.

Quanto a Brienne, inicialmente gostei de ler os seus capítulos, mas depois fui perdendo o ânimo com ela, aos poucos. Espero que melhore no próximo volume, porque enquanto personagem é muito boa - os seus capítulos é de deixam a desejar.

As irmãs Stark - poucos capítulos, mas bons. Adoro a Sansa enquanto personagem, e vê-la junto ao Mindinho nos capítulos é ainda melhor. Arya Stark não gosto tanto, mas quem melhor para explorar território desconhecido, como Bravos? Gostei de Samwell, achei os capítulos muito completos e viciantes.

Os pontos de vista das ilhas de ferro e de Dorne foram muito bem conseguidos, relatados sempre por personagens diferentes, conseguimos ter uma visão maior do prisma. Conhecemos finalmente Dorne (queria fazê-lo há muito), e de forma simples e bem conseguida é-nos relatado os acontecimentos nestas duas áreas geográficas.

E.... senti saudades da Daenerys, do Tyrion, e do Bran. Do Jon Snow nem por isso. Estou muito bem sem Jon Snow, aliás.

Quero realçar o excelente trabalho de Jorge Candeias na tradução; acredito que esta saga exija dedicação por parte de um tradutor, visto que tem muitas expressões e nomes de lugares e terras com significados em inglês e que ao traduzir possam perder força... à parte de duas trocas de nomes julgo que por lapso num ou outro capítulo, nada a assinalar. Parabéns!

O Festim dos Corvos é um volume de pausa, para pensar com calma em tudo o que aconteceu e que está para acontecer. A descrição dos ambientes, vida na corte, viagens por terra e por mar, as personagens perfeitamente construídas, as relações de amizade e ódio que criam com o leitor... esta saga de fantasia está ao rubro, e este volume foi uma muito boa surpresa. Que o festim continue no mar de ferro, para onde vou viajar já de seguida.

Personagens Preferidas: Cersei Lannister, Aeron Greyjoy, Sansa Stark, Samwell Tarly, Areo Hotah...

Nota (1/10): 9 - Excelente

Tiago

domingo, 10 de janeiro de 2010

A Guerra dos Tronos - Crítica

Título: A Guerra dos Tronos
Autor: George R. R. Martin
Tradutor: Jorge Candeias
Editora: Saída de Emergência
Páginas: 359
Preço Editor: 18,85 €

Confesso que demorei mais tempo do que aquele que tinha previsto para ler este livro. No entanto, apreciei cada linha, cada parágrafo, cada descrição desta primeira obra, correspondente ao livro um das "Crónicas de Gelo e Fogo". Não quero repetir tudo o que já foi dito, uma vez que este livro já foi alvo de crítica neste blog. Mas, de uma forma muito sintetizada, abordarei os aspectos que na minha opinião, caracterizam esta leitura fantástica.

Primeiramente, a construção das personagens, em particular Eddard Stark e John Snow. O sentimento em relação ao bastardo, a forma como Eddard não abandona a criança, apesar da sua história estar envolta em mistério, é um aspecto a reter. E na minha opinião, uma maneira bastante inteligente de George R.R. Martin aguçar a curiosidade do leitor.

A personalidade de Tyrion Lannister. Rendi-me por completo a esta personagem. Não só por demonstrar o "lado fraco" de um clã como os Lannister, como também pela atitude apresentada ao longo do livro. Contando, evidentemente, com o seu humor maioritamente irónico.

As duas irmãs: Sansa e Arya. Uma pela sua futilidade, compreensível devido à sua idade e também ao seu lado infantil e pouco maduro. E, totalmente o oposto, Arya, que não se enquadra na posição que ocupa, nunca desistindo de alcançar o seu verdadeiro objectivo.

E finalmente, não menos importante, Bran. Apesar de aparecer pouco, todas as vezes em que é referido, tem uma presença bastante vincada. Tenho muitas expectativas quanto a esta criança.

Personagens preferidas: John Snow, Tyrion Lannister e Arya.

Nota: (1/10) - 10 (Perfeito)

Patrícia

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

A Glória dos Traidores - Crítica



Todos os spoilers que a crítica contém estão a meio da crítica, pintados de branco, e é necessário seleccionar com o rato os mesmos. Podem ler à vontade os primeiros dois parágrafos, e o último, que só têm assim uns spoilers muito ligeiros, que não fazem mal a ninguém.

«Todos têm de morrer», é o que diz um provérbio de Westeros, adoptado de terras mais distantes. E, de facto, não foram poucas as personagens que nos deixaram ao longo deste livro. Foram demasiadas, até. E nas circunstâncias menos esperadas, imagine-se! Já me tinham dito que Martin era assim, "cruel", matava as personagens principais com a mesma facilidade com que matava as outras. E eu aceitava, porque era o que via nos livros anteriores. Mas neste... neste, as coisas passaram-se de forma diferente. Neste, passou a ser duplamente verdade.

Esta Glória dos Traidores tem de tudo: momentos para chorar, momentos para rir, momentos para ficar de boca aberta, momentos em que não se consegue deixar de ler até terminar o capítulo, e momentos em que achamos que Martin é definitivamente uma mente brilhante. O encadeamento dos acontecimentos é impressionantemente lógico, ao ponto de um capítulo que aparentemente me pareceu normal no começo do 5º livro (da Sansa, em que conhecemos a Rainha dos Espinhos), vem justificar o facto do Mindinho dizer que foi a própria Rainha dos Espinhos que... quem leu sabe. Uau, foi o que eu pensei. Isto está tudo pensado até ao mínimo pormenor.

Spoilers (quem não leu o livro, NÃO seleccione com o rato os próximos parágrafos! Quem ler, estraga completamente a surpresa ao ler o livro - deixa MESMO de ter piada): Quanto às mortes que se deram, a mais penosa para mim foi a de Catelyn, como, aliás, penso que foi para todos. Em primeiro lugar, ela era uma personagem que acompanhávamos com capítulos a si dedicados desde o primeiro livro. No entanto, ficamos com aquele gostinho de no final ela ter voltado a aparecer... ressuscitada? Foi a grande revelação do fim do livro.

Sansa surpreendeu-me neste livro, depois de nos últimos ter tido capítulos mais fraquinhos. Voltou a mostrar que é uma personagem muito particular, nomeadamente no seu último capítulo do livro, em que constrói Winterfell na neve, e quase é atirada da Porta da Lua pela própria tia (que fiquei contente que morresse! a mulher irritava-me tanto...).

Jon tem os melhores capítulos do livro, e para mim isso não admite discussão (embora os de Tyrion também tenham sido bastante bons). A batalha travada na Muralha é de longe a cena que mais fica marcada na cabeça, seguida pelos sangrentos casamentos que ocorreram! A própria personagem do Jon também subiu um pouco na minha consideração ao longo do volume, pelas dúvidas que teve de enfrentar.

E fiquei contente que o Tyrion tivesse escapado! Eu já estava com medo que ele fosse condenado, ou assim... mas não gostei que tivesse morto nem a Shae, nem o pai. Não me pareceu o tipo de pessoa que fizesse isso. Penso que ele estava um pouco alterado, mas mesmo assim, foi demasiado.

E admito que estava à espera de mais capítulos do Bran... e pelo menos um do Theon Greyjoy, se é que ainda está vivo! E, se não fosse pedir muito, mas um ou outro da Daenerys, que três foram muito pouco!

A Glória dos Traidores é um livro glorioso, talvez nem tanto para os traidores como o foi para os leitores. A elevar o nome do fantástico mais alto, estas Crónicas de Gelo e Fogo, de George R. R. Martin, são uma epopeia emocionante, e da qual ainda muito tenho por ler (e o próprio autor por escrever!). As personagens são perfeitas, e a emoção nunca está ausente. Eu já o disse tantas vezes... mas se ainda não começaram, comecem a ler!

Número de Páginas: 515

Personagens Preferidas (Spoilers!): Tyrion Lannister, Mindinho, Cão de Caça, Arya Stark, Jaime Lannister, Sansa Stark, Brienne de Tarth... etc, etc, etc.

Nota (0/10): 10 - Perfeito (não só por este livro em si, como também como prémio pela qualidade da saga no seu global até ao fim do 6º livro)



Tiago

terça-feira, 28 de julho de 2009

A Tormenta de Espadas - Crítica

Esta crítica contém revelações do enredo a quem ainda não leu os primeiros cinco volumes d'As Crónicas de Gelo e do Fogo. Apenas o primeiro e o quarto parágrafo estão livres de spoilers.

A funcionar como uma turbina de emoção, A Tormenta de Espadas, quinto livro das Crónicas de Gelo e Fogo, de George R. R. Martin, é para mim o melhor de todos até ao momento. É recuperada um pouco da essência que encontrei perdida no 3º e 4º volume. Voltei a encontrar-me com a emoção de seguir uma personagem, com aquela intensidade característica deste saga. Com certos capítulos poderosos, outros nem tanto, acabamos por cair na rede desta Tormenta; acabamos por estar dependentes das revelações e dos acontecimentos... num crescendo de qualidade da literatura.

Os melhores capítulos foram, na minha opinião, os de Daenerys Targaryen. A pretendente ao trono que está ainda a meio mundo de distância de Westeros, não sendo a minha personagem preferida (mas estando lá perto), tem os capítulos que me são predilectos. Seguem-se os de Tyrion Lannister, personagem que por si só já provou em volumes anterior ser muito bem concebida, e neste se volta a revelar. Catelyn Tully também me surpreendeu com bons capítulos, embora continue a não gostar muito da sua personagem. Sansa Stark desiludiu-me um pouco, pois estava à espera de uma melhor prestação dela nos seus capítulos. A sua irmã, Arya Stark, tem a vantagem de ter mais acção nos seus capítulos; embora ache que a personagem dela não é totalmente credível para uma rapariga de dez ou onze anos. Jon Snow tem capítulos intrigantes e emocionantes, mas continua a não ser uma das minhas personagens preferidas. Jaime Lannister assume-se como uma grande revelacção enquanto personagem, embora os capítulos pudessem ter sido melhores (não sei porquê, mas imagino-o, em aspecto e personalidade, tal como o Sawyer, da série LOST). Samwell Tarly não foi grande surpresa como personagem, vista do ponto de vista mais directa. Brandon Stark continua a ter capítulos que não me fascinam, e a personagem dele continua a não me suscitar nada de mais. Por último, Davos: como não alimento grandes expectativas acerca desta personagem, também não me desiludo.

Quanto às personagens que não lhes têm capítulos dedicados, as minhas preferências recaem sobre Brienne (toda aquele complexo com a sua femininidade) e o Cão de Caça (pela bondade e malvadez misturadas).

A história não tem um enredo tão fácil de definir como os restantes volumes, mas cativou-me, mas fascinou-me, e levou-me para uma realidade paralela credível e emocionante. Parabéns a George Martin por mais este fantástico livro de fantasia... e agora segue-se o sexto, que vou ler de seguida!

Páginas: 534

Personagens Preferidas: Tyrion, Jaime, Daenerys, Brienne e Cão de Caça.

Nota (0/10): 9 - Excelente

Tiago

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

O Despertar da Magia - Crítica

Foi o livro mais rápido que li este ano, e quando dei por mim já estava quase no fim. Não foi por obrigação que peguei no livro e fui virando as páginas, e não senti o aproximar gradual do final... o fim chegou, e a minha opinião aqui está!

Ao contrário do que anda por aí, gostei menos deste do que d'A Fúria dos Reis, que antecedeu este Despertar da Magia, volume 4 das Crónicas de Gelo e Fogo, de George Martin. Pareceu-me mais rápido, demasiado rápido, e não me deu tempo de digerir algumas coisas. As personagens perfeitas continuam presentes, as descrição q.b. também. Mas assisti a alguma pressa... talvez pudesse ter sido mais explorado.

Alguns capítulos foram completamente deliciosos, e os restantes foram o suficiente para me pôr um sorriso na boca, ou esboçar uma expressão de incredulidade; ficar com a respiração suspensa até ao próximo capítulo narrado por essa personagem (porque cada capítulo é narrado por uma personagem diferente)... mas achei este fim notoriamente menos espetacular do que o d'A Muralha de Gelo. E até do que o d'A Fúria dos Reis.

Dou a nota que dou porque, para um livro do Martin, estava à espera de um pouco mais (e é um 7,99999). Mas estou ansioso pelo próximo!!

Páginas: 395

Personagens Preferidas: [ Daenerys (porque adorei os seus capítulos neste volume; as descrições de Qarth), Sansa (porque melhorou notoriamente neste) e Theon (porque se mostrou implacável e muito diferente do que eu estava à espera). ]

Nota (0/10): 7 (Bom)

Tiago

PS: Votem na sondagem correspondente a este livro na barra lateral! :D

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

A Fúria dos Reis - Crítica


Já há alguns meses que andava para pegar neste terceiro volume d'As Crónicas de Gelo e Fogo, saga escrita pelo espetacular George Martin. E, para dizer a verdade, já não me lembrava que gostava tanto do modo de escrever dele.

Sem querer revelar coisas da história para quem ainda não leu... deixem-me dizer-vos que acabei por gostar tanto deste como dos outros dois. Ao contrário do que se diz por aí, este volume não me pareceu mais parado do que os outros dois. Para mim, teve a dose certa de conversas, e a dose certa de acção.

Uma leitura empolgante, com capítulos curtos narrados por diferentes personagens, e que nos deixam ver de uma forma geral o que se está a passar... ambientes fantásticos, personagens com sentimentos, traições...

Pessoas que dão tudo pelo poder, outras que dão tudo pelo dinheiro, outros que dão tudo pela família, e outros que dão tudo pela honra... uma confusão verdadeiramente excitante de guerras entre Casas e de pretensões ao trono... e um final de deixar a boca aberta.

Mas, para já, não vou comentar mais... porque ainda falta o quarto volume (que completa o 2º na versão original). Talvez orque a história me pareceu um pouco abstracta, sem objectivos bem definidos, a minha nota seja a que seja. Mas desconfio que, na continuação da saga, irá subir. LEIAM!

Páginas: 430

Personagens preferidas: SPOILERS! [ Tyrion (superou as minhas expectativas e a participação tornou-se melhor neste volume), Arya (porque também evoluiu em relacção aos outros dois), Bran (porque, sendo uma personagem com uma deficiência física, é bastante engraçada de explorar), e Cão de Caça (ou Sandor Clegane - porque apesar de não ser uma personagem que acompanhemos com capítulos dedicados a si, é uma das que mais me marcou neste volume) ]

Nota (0/10) - 8 (Muito Bom)

Tiago

Nota: Votem na sondagem ao lado relativa a este livro! :)

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

A Muralha de Gelo - Crítica


Terminei de ler este livro há três dias, e desde então estou a ler O Pequeno Incendiário, já falado aqui no blog. Seguidamente, a crítica ao livro que li; a amarelo estão revelações do enredo (spoilers).

Sendo este livro a segunda e última parte do primeiro volume na versão original, irei no entanto avaliá-lo à parte do primeiro na versão portuguesa, até porque encontro bastantes diferenças entre os dois volumes. Parece-me até que Martin, e referindo-me ao primeiro volume da versão americana, pareceu mudar um pouco a escrita a partir de certo ponto, e esse ponto é pouco depois das primeiras cem páginas desta Muralha de Gelo.

A escrita é bastante táctica, e começa a ser necessário esforçarmo-nos um pouco para entendermos os planos de guerra que as personagens têm em mente. Enquanto que no primeiro temos a cabeça a trabalhar para assimilarmos os nomes das personagens, neste segundo volume, e além desse problema aplicado a novas e inúmeras personagens secundárias e figurantes, o mapa disponibilizado na primeira e última página do livro é indispensável para o entendermos por completo.

A certa altura despoleta uma guerra. Ora, as movimentações de exércitos e as manobras tácticas exigem demasiado do leitor, e muitas vezes só relendo o parágrafo é que entendemos por completo as ideias que nos são dadas. E, a partir de certo ponto, o número de personagens excedeu o meu limite, e muitos figurantes com pouca importância já não figuram na minha cabeça, a não ser de nome. Penso que, neste ponto, Martin exagera um pouco.

Mas estes são os únicos “mas”. A obra é complexa, sim, mas essa complexidade vem dar mais fôlego à leitura. Os capítulos de Daenerys tornam-se os melhores do livro (e, para mim, foi a melhor personagem neste segundo volume), as descrições continuam espectaculares, os sentimentos bem vincados, e as personagens quase perfeitas. No entanto, e devo dizer, senti menos ligações com elas neste segundo volume, principalmente a meio do segundo volume. A parte táctica parece predominar demasiado.

Mais uma obra-prima deste autor, que, devo dizer, é cruel com as suas personagens. São poucos os livros em que personagens principais morrem com a facilidade de quaisquer outras. É preciso ter coragem e a certeza que mantém os leitores atentos dessa forma… pode estar descansado comigo nesse ponto. A imprevisibilidade é um dos factores que mais me despertam interesse num livro!

Personagens Preferidas: Daenerys (por ser, na minha opinião, a melhor personagem do autor: a evolução e a força estão tão presentes nela como a sensibilidade e a inocência), Sansa (apesar de a preferir durante a leitura do primeiro volume), e Bran (uma personagem que se torna cada vez mais interessante, pela curiosidade e pela esperança com que enfrenta a vida.

Nota (1/10): 8 (Muito Bom)

Tiago.

PS: Devem compreender a falta de posts aqui no blog: esta deve-se somente a falta de tempo, pelo menos da minha parte, visto que não tenho tido oportunidade de vir ao computador.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

A Guerra dos Tronos - Crítica

[Este post está livre de spoilers (revelações do enredo)]

E pronto, ontem acabei de ler a Guerra dos Tronos, o primeiro volume da saga Crónicas de Gelo e Fogo, de George R.R. Martin. Apesar do tamanho da obra, 360 páginas, demorei apenas uma semana, algo raro para mim; mas penso que se deve ao factor viciante deste livro!

Sendo que este livro, editado pela Saída de Emergência, corresponde a apenas metade do primeiro volume na versão original, posso apenas dizer, por enquanto, que até ao momento, o livro que vou comentar não vale por uma história. Vale por metade dela.

Mas vale bem, muito bem! As personagens são das melhores que já vi, com muito poucos estereótipos reflectidos! E, mesmo os que existem, são tratados com tal cuidado que inspiram ao leitor uma afeição inimaginável!

Uma característica interessante que já tinha provado ao ler os Pilares da Terra, de Ken Follet, é a de que cada capítulo seja narrado do ponto de vista de uma personagem diferente. Isto enriquece muito a história, apesar de para algumas pessoas poder parecer um pouco confuso inicialmente.
E, confesso, a história e bastante confusa inicialmente: muitos nomes e características em muito poucas páginas, que são o suficiente para pôr a cabeça a trabalhar. Em cerca de dois ou três capítulos, é apresentado um leque de personagens tão vasto que me cheguei a perder… mas fui recompensado mais à frente, quando as ideias começaram a assentar e quando comecei a descobrir as teias de poder que estavam estabelecidas entre as personagens.

George R.R. Martin não aparenta ter qualquer piedade pelas suas personagens. Quando estas são deparadas com sarilhos, muito provavelmente ou morrem ou saem prejudicados! Não existem bons nem maus, mas sim sete grandes famílias, cada qual com os seus ideais.

E outro facto é que prende a respiração do inicio ao fim. Com descrições moderadas, com diálogos naturais, e com personagens complexas e, diria, quase reais, é assim que é apresentado o primeiro volume de uma saga que já considero brilhante! Catalogada como Fantasia, eu consideraria mais Romance Histórico, pois, à parte de uma ou outra referência a dragões há muito extintos, e da criação de um Universo Imaginário, tudo se desenrola num ambiente medieval típico da Europa do século XIII.

Mas, como digo, não nos precipitemos. Por ser uma história integrante numa saga, repito, não vale por si, mas sim por parte da saga!

Personagens Preferidas: Jon Snow (pelo rapaz carismático que aparenta ser), Sansa (por ser aparentemente uma personagem estereotipada, mas carregada de sentimento), Daenerys (por ser uma rapariga com tanta coragem e determinação) e Mindinho (pela originalidade com que foi construída; nunca se sabe quem apoia!).

Nota (1/10): 9 (Excelente)

Tiago.

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