domingo, 21 de fevereiro de 2010
Crítica - O Mar de Ferro
domingo, 14 de fevereiro de 2010
Crítica - O Festim dos Corvos
Autor: George R. R. Martin
Editora: Saída de Emergência
Páginas: 423
Preço Editor: 18,85€
Arya abandonou Westeros rumo a Bravos, Bran desapareceu na vastidão enigmática para além da Muralha, Sansa está nas mãos do ambicioso e maquiavélico Mindinho, Jon Snow foi proclamado comandante da Muralha mas tem que enfrentar a vontade férrea do rei Stannis e, no meio de toda a intriga, começam a surgir histórias do outro lado do mar sobre dragões vivos e fogo...»
domingo, 10 de janeiro de 2010
A Guerra dos Tronos - Crítica
Título: A Guerra dos TronosAutor: George R. R. Martin
Editora: Saída de Emergência
Páginas: 359
Preço Editor: 18,85 €
Primeiramente, a construção das personagens, em particular Eddard Stark e John Snow. O sentimento em relação ao bastardo, a forma como Eddard não abandona a criança, apesar da sua história estar envolta em mistério, é um aspecto a reter. E na minha opinião, uma maneira bastante inteligente de George R.R. Martin aguçar a curiosidade do leitor.
A personalidade de Tyrion Lannister. Rendi-me por completo a esta personagem. Não só por demonstrar o "lado fraco" de um clã como os Lannister, como também pela atitude apresentada ao longo do livro. Contando, evidentemente, com o seu humor maioritamente irónico.
As duas irmãs: Sansa e Arya. Uma pela sua futilidade, compreensível devido à sua idade e também ao seu lado infantil e pouco maduro. E, totalmente o oposto, Arya, que não se enquadra na posição que ocupa, nunca desistindo de alcançar o seu verdadeiro objectivo.
E finalmente, não menos importante, Bran. Apesar de aparecer pouco, todas as vezes em que é referido, tem uma presença bastante vincada. Tenho muitas expectativas quanto a esta criança.
Personagens preferidas: John Snow, Tyrion Lannister e Arya.
Nota: (1/10) - 10 (Perfeito)
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
A Glória dos Traidores - Crítica
«Todos têm de morrer», é o que diz um provérbio de Westeros, adoptado de terras mais distantes. E, de facto, não foram poucas as personagens que nos deixaram ao longo deste livro. Foram demasiadas, até. E nas circunstâncias menos esperadas, imagine-se! Já me tinham dito que Martin era assim, "cruel", matava as personagens principais com a mesma facilidade com que matava as outras. E eu aceitava, porque era o que via nos livros anteriores. Mas neste... neste, as coisas passaram-se de forma diferente. Neste, passou a ser duplamente verdade.
Esta Glória dos Traidores tem de tudo: momentos para chorar, momentos para rir, momentos para ficar de boca aberta, momentos em que não se consegue deixar de ler até terminar o capítulo, e momentos em que achamos que Martin é definitivamente uma mente brilhante. O encadeamento dos acontecimentos é impressionantemente lógico, ao ponto de um capítulo que aparentemente me pareceu normal no começo do 5º livro (da Sansa, em que conhecemos a Rainha dos Espinhos), vem justificar o facto do Mindinho dizer que foi a própria Rainha dos Espinhos que... quem leu sabe. Uau, foi o que eu pensei. Isto está tudo pensado até ao mínimo pormenor.
Spoilers (quem não leu o livro, NÃO seleccione com o rato os próximos parágrafos! Quem ler, estraga completamente a surpresa ao ler o livro - deixa MESMO de ter piada): Quanto às mortes que se deram, a mais penosa para mim foi a de Catelyn, como, aliás, penso que foi para todos. Em primeiro lugar, ela era uma personagem que acompanhávamos com capítulos a si dedicados desde o primeiro livro. No entanto, ficamos com aquele gostinho de no final ela ter voltado a aparecer... ressuscitada? Foi a grande revelação do fim do livro.
Sansa surpreendeu-me neste livro, depois de nos últimos ter tido capítulos mais fraquinhos. Voltou a mostrar que é uma personagem muito particular, nomeadamente no seu último capítulo do livro, em que constrói Winterfell na neve, e quase é atirada da Porta da Lua pela própria tia (que fiquei contente que morresse! a mulher irritava-me tanto...).
Jon tem os melhores capítulos do livro, e para mim isso não admite discussão (embora os de Tyrion também tenham sido bastante bons). A batalha travada na Muralha é de longe a cena que mais fica marcada na cabeça, seguida pelos sangrentos casamentos que ocorreram! A própria personagem do Jon também subiu um pouco na minha consideração ao longo do volume, pelas dúvidas que teve de enfrentar.
E fiquei contente que o Tyrion tivesse escapado! Eu já estava com medo que ele fosse condenado, ou assim... mas não gostei que tivesse morto nem a Shae, nem o pai. Não me pareceu o tipo de pessoa que fizesse isso. Penso que ele estava um pouco alterado, mas mesmo assim, foi demasiado.
E admito que estava à espera de mais capítulos do Bran... e pelo menos um do Theon Greyjoy, se é que ainda está vivo! E, se não fosse pedir muito, mas um ou outro da Daenerys, que três foram muito pouco!
A Glória dos Traidores é um livro glorioso, talvez nem tanto para os traidores como o foi para os leitores. A elevar o nome do fantástico mais alto, estas Crónicas de Gelo e Fogo, de George R. R. Martin, são uma epopeia emocionante, e da qual ainda muito tenho por ler (e o próprio autor por escrever!). As personagens são perfeitas, e a emoção nunca está ausente. Eu já o disse tantas vezes... mas se ainda não começaram, comecem a ler!
Número de Páginas: 515
Personagens Preferidas (Spoilers!): Tyrion Lannister, Mindinho, Cão de Caça, Arya Stark, Jaime Lannister, Sansa Stark, Brienne de Tarth... etc, etc, etc.
Nota (0/10): 10 - Perfeito (não só por este livro em si, como também como prémio pela qualidade da saga no seu global até ao fim do 6º livro)
terça-feira, 28 de julho de 2009
A Tormenta de Espadas - Crítica
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
O Despertar da Magia - Crítica
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
A Fúria dos Reis - Crítica
Já há alguns meses que andava para pegar neste terceiro volume d'As Crónicas de Gelo e Fogo, saga escrita pelo espetacular George Martin. E, para dizer a verdade, já não me lembrava que gostava tanto do modo de escrever dele.
sexta-feira, 15 de agosto de 2008
A Muralha de Gelo - Crítica
Sendo este livro a segunda e última parte do primeiro volume na versão original, irei no entanto avaliá-lo à parte do primeiro na versão portuguesa, até porque encontro bastantes diferenças entre os dois volumes. Parece-me até que Martin, e referindo-me ao primeiro volume da versão americana, pareceu mudar um pouco a escrita a partir de certo ponto, e esse ponto é pouco depois das primeiras cem páginas desta Muralha de Gelo.
A escrita é bastante táctica, e começa a ser necessário esforçarmo-nos um pouco para entendermos os planos de guerra que as personagens têm em mente. Enquanto que no primeiro temos a cabeça a trabalhar para assimilarmos os nomes das personagens, neste segundo volume, e além desse problema aplicado a novas e inúmeras personagens secundárias e figurantes, o mapa disponibilizado na primeira e última página do livro é indispensável para o entendermos por completo.
A certa altura despoleta uma guerra. Ora, as movimentações de exércitos e as manobras tácticas exigem demasiado do leitor, e muitas vezes só relendo o parágrafo é que entendemos por completo as ideias que nos são dadas. E, a partir de certo ponto, o número de personagens excedeu o meu limite, e muitos figurantes com pouca importância já não figuram na minha cabeça, a não ser de nome. Penso que, neste ponto, Martin exagera um pouco.
Mas estes são os únicos “mas”. A obra é complexa, sim, mas essa complexidade vem dar mais fôlego à leitura. Os capítulos de Daenerys tornam-se os melhores do livro (e, para mim, foi a melhor personagem neste segundo volume), as descrições continuam espectaculares, os sentimentos bem vincados, e as personagens quase perfeitas. No entanto, e devo dizer, senti menos ligações com elas neste segundo volume, principalmente a meio do segundo volume. A parte táctica parece predominar demasiado.
Mais uma obra-prima deste autor, que, devo dizer, é cruel com as suas personagens. São poucos os livros em que personagens principais morrem com a facilidade de quaisquer outras. É preciso ter coragem e a certeza que mantém os leitores atentos dessa forma… pode estar descansado comigo nesse ponto. A imprevisibilidade é um dos factores que mais me despertam interesse num livro!
Personagens Preferidas: Daenerys (por ser, na minha opinião, a melhor personagem do autor: a evolução e a força estão tão presentes nela como a sensibilidade e a inocência), Sansa (apesar de a preferir durante a leitura do primeiro volume), e Bran (uma personagem que se torna cada vez mais interessante, pela curiosidade e pela esperança com que enfrenta a vida.
Nota (1/10): 8 (Muito Bom)
Tiago.
PS: Devem compreender a falta de posts aqui no blog: esta deve-se somente a falta de tempo, pelo menos da minha parte, visto que não tenho tido oportunidade de vir ao computador.
segunda-feira, 28 de julho de 2008
A Guerra dos Tronos - Crítica
[Este post está livre de spoilers (revelações do enredo)]
E pronto, ontem acabei de ler a Guerra dos Tronos, o primeiro volume da saga Crónicas de Gelo e Fogo, de George R.R. Martin. Apesar do tamanho da obra, 360 páginas, demorei apenas uma semana, algo raro para mim; mas penso que se deve ao factor viciante deste livro!
Sendo que este livro, editado pela Saída de Emergência, corresponde a apenas metade do primeiro volume na versão original, posso apenas dizer, por enquanto, que até ao momento, o livro que vou comentar não vale por uma história. Vale por metade dela.
Mas vale bem, muito bem! As personagens são das melhores que já vi, com muito poucos estereótipos reflectidos! E, mesmo os que existem, são tratados com tal cuidado que inspiram ao leitor uma afeição inimaginável!
Uma característica interessante que já tinha provado ao ler os Pilares da Terra, de Ken Follet, é a de que cada capítulo seja narrado do ponto de vista de uma personagem diferente. Isto enriquece muito a história, apesar de para algumas pessoas poder parecer um pouco confuso inicialmente.
E, confesso, a história e bastante confusa inicialmente: muitos nomes e características em muito poucas páginas, que são o suficiente para pôr a cabeça a trabalhar. Em cerca de dois ou três capítulos, é apresentado um leque de personagens tão vasto que me cheguei a perder… mas fui recompensado mais à frente, quando as ideias começaram a assentar e quando comecei a descobrir as teias de poder que estavam estabelecidas entre as personagens.
George R.R. Martin não aparenta ter qualquer piedade pelas suas personagens. Quando estas são deparadas com sarilhos, muito provavelmente ou morrem ou saem prejudicados! Não existem bons nem maus, mas sim sete grandes famílias, cada qual com os seus ideais.
E outro facto é que prende a respiração do inicio ao fim. Com descrições moderadas, com diálogos naturais, e com personagens complexas e, diria, quase reais, é assim que é apresentado o primeiro volume de uma saga que já considero brilhante! Catalogada como Fantasia, eu consideraria mais Romance Histórico, pois, à parte de uma ou outra referência a dragões há muito extintos, e da criação de um Universo Imaginário, tudo se desenrola num ambiente medieval típico da Europa do século XIII.
Mas, como digo, não nos precipitemos. Por ser uma história integrante numa saga, repito, não vale por si, mas sim por parte da saga!
Personagens Preferidas: Jon Snow (pelo rapaz carismático que aparenta ser), Sansa (por ser aparentemente uma personagem estereotipada, mas carregada de sentimento), Daenerys (por ser uma rapariga com tanta coragem e determinação) e Mindinho (pela originalidade com que foi construída; nunca se sabe quem apoia!).
Nota (1/10): 9 (Excelente)
Tiago.