terça-feira, 31 de maio de 2011

O Diário da Nossa Paixão - Crítica

Nome: O Diário da Nossa Paixão

Autor: Nicholas Sparks

Editora: Editorial Presença

Tradução: Helena Barbas

Páginas: 158

Sinopse: "Todas as manhãs ele lê para ela, de um caderno desbotado pelo tempo, uma história de amor que ela não recorda nem compreende. Um ritual que se repete diariamente no lar de idosos onde ambos vivem agora. Pouco a pouco, ela deixa-se envolver pela magia da presença dele, do que ele lhe lê, pela ternura dele... E o milagre acontece. A paixão renasce, transpõe o abismo do tempo, o abismo da memória, e por instantes ela volta para ele... Apesar da doença. Mas haverá mais.

Todos os dias, ele lê-lhe a história de um simples rapaz sulista e de uma rapariga destinada a brilhar na high society. A primeira paixão, clara como uma manhã orvalhada de maravilha e descoberta. Afastados depois pela impiedosa exigência do abismo que os separa. Catorze anos mais tarde, ele é um sobrevivente da guerra e ela está a poucos dias de tornar-se a mulher de um outro homem. Mas volta por uma necessidade imperiosa de o rever. O reencontro traz de novo toda a magia. Terá o amor poder suficiente, desta vez?

Mas haverá mais. Sempre."

Nesta história acompanhamos três épocas diferentes: a época da juventude, quando Noah tem apenas dezassete anos; a época de pós-guerra, quando este já é um homem feito; e a época do nada, em que a velhice chega e parece roubar-nos tudo. A vida, a força... Somos criaturas presas à nossa carne apodrecida. Espíritos que só se podem libertar através de recordações - ou da própria morte. E, mais uma vez, encontramo-nos na Carolina do Norte, como acontece em Um Momento Inesquecível. Dá a ideia que o autor gosta bastante desta região.

E, nestas três épocas distintas, assistimos a uma bela história de amor. Ao início, parece apenas uma paixão de Verão. Mas depois muda tudo, incluindo o destino daquelas duas almas apaixonadas.

Passei o livro todo a ler devagar. Cada palavra parece ter um cheiro e um sabor próprio; a partir daquilo que Nicholas Sparks escreveu, eu consegui imaginar cada pequeno pormenor de cada cenário ou de cada roupa e sensação que era descrita. Consegui apaixonar-me por Noah, o homem de campo que usa calças de ganga e camisas desapertadas, mostrando os seus músculos tensos e bem desenvolvidos. E consegui sentir o seu toque através dos sentimentos de Allie, os abraços e os beijos, todos os carinhos trocados. Depois de me embrenhar assim tão bem na história, passei o livro todo à espera do reencontro das duas almas. Pensava que não iria existir nada mais belo. Mas existiu, e Nicholas Sparks voltou a supreender-me com o poder das suas palavras: o amor que se mantém cinquenta anos depois.

Este é daquele tipo de livros que deixa as pessoas com a esperança renovada. A frase "tudo nesta vida é efémero" deixa de fazer sentido e dá-nos vontade de lutar por aquilo que mais amamos. A mim deu. E continuo a lutar.

Doce e frágil, este amor fortaleceu-me por dentro.

Personagens favoritas: Allie e Noah.

Nota: 9 - Excelente

Sara

2 comentários:

Jessie disse...

Aconselho-te a ver o filme. É excelente!

Bonnie disse...

Eu adorei ver o filme! Normalmente não gosto de ver os filmes antes de ler os livros, mas daquela vez calhou e adorei!

Fiquei apaixonada e queria ler o livro, mas como ando mal de finanças... tive que deixar essa compra para outra altura e até agora ainda não o comprei. --' E se a vossa nota é 9, certamente que o vou comprar em breve! ^^

*-*

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