sexta-feira, 19 de março de 2010

Horários da Feira do Livro Lisboa 2010 | Lydo e Opinado em Abril

[Foto tirada daqui]

Peço desculpa de voltar ao assunto da Feira do Livro de Lisboa deste ano, apenas uma semana depois de ter tocado nele. A verdade é que é um evento que adoro, como já devem ter percebido, e assim que vou encontrando mais novidades fico logo com vontade de as vir aqui partilhar! Desta vez trata-se dos horários. Aqui estão eles:

2ª, 3ª, 4ª, 5ª e 6ª Feira: das 12h30m às 23h30m
Sábados, Domingos e Feriados: das 11h às 23h30m

Isto é, nunca Feira do Livro esteve aberta tanto tempo. No ano passado, de 2ª a 5ª fechava às 20h30m! Às sextas e sábados às 23h! E Domingos e Feriados era às 22h! Logo, muito bons avanços, estes, que permitem durante a semana ir à noite à Feira. E mesmo ao fim-de-semana esta prolonga-se até mais tarde. Muito bons, estes novos horários. Para verem o outro post com informações, carreguem aqui. Como sempre, assim que souber de mais coisas, informarei.
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O Lydo e Opinado já se preparou para o próximo mês. Abril será especial essencialmente por um motivo: o começo da Feira do Livro de Lisboa deste ano, na sua 80ª edição. A equipa do blog vai estar atenta a todas as novidades até ao dia 29 de Abril, informando os seus leitores dos pontos essenciais que forem sendo revelados. Além desse evento especial, teremos, como já se tornou hábito, a nossa entrevista exclusiva, o passatempo do mês, e as nossas crónicas dedicadas a um determinado tema. Aqui se segue o programa para Abril:
  • Entrevista Exclusiva a Jorge Candeias, tradutor de, entre outras obras, «As Crónicas de Gelo e Fogo» de George R. R. Martin - dia 1 de Abril (e não é mentira!).
  • Passatempo «A Guerra dos Tronos» em conjunto com a Saída de Emergência; o primeiro volume das Crónicas que Jorge Candeias está a traduzir para nossa língua, e que é simplesmente maravilhoso. Lembram-se de vos ter dito que não podiam perder esta saga? O primeiro livro estará para passatempo! - a partir de dia 3 de Abril.
  • As nossas crónicas vão-se dedicar ao tema «Os Tradutores». Acontece que muitas vezes damos muita atenção aos autores mas em relação às pessoas que o traduzem (e, na prática, escrevem as palavras que estamos a ler...), subvalorizamos e nem sabemos quem são. Vamos reflectir acerca disso.
Esperemos que estejam satisfeitos com o que temos programado para Abril por estes lados. Podem dar a vossa opinião, o vosso feedback tem sido indispensável. Um muito obrigado a todos, sem vocês isto não era possível (mesmo).

Tiago

quinta-feira, 18 de março de 2010

O Mundo dos Minimeus


Li o Artur com aproximadamente doze ou treze anos, e na altura foi uma leitura muito empolgante e da qual guardei boas recordações. «Artur e os Minimeus», escrito por Luc Besson (realizador de cinema, e romancista) trouxe até mim um mundo mágico longe do imaginário de dragões que lera em Eragon - um mundo mais mágico, mais colorido. Com pena minha, fiquei-me pelos dois primeiros livros (o segundo é «Artur e a Cidade Proibida»). Depois disso, fui adiando a leitura do terceiro, foram surgindo outros livros, e nunca cheguei a pegar nele - existe ainda um quarto, o último. Confesso que enste preciso momento ganhei de novo vontade de regressar a ele, ao imaginário infantil que, na minha opinião, caracteriza a saga.

Tudo isto porque hoje Luc Besson, o autor, celebra o seu 51º aniversário! Como devem saber, foi feita uma adaptação para cinema que englobava o conteúdo dos dois primeiros volumes - também ela muito gira, um filme familiar que via bem e estava original: também realizado pelo próprio Luc.

São livros para quem quiser encontrar a criança em si - lêem-se bem, e aqui deixo a referência. Já leram? Gostaram?

Tiago

quarta-feira, 17 de março de 2010

Novidade da Semana - O Outono em Pequim

Título: O Outono em Pequim
Autor: Boris Vian
Tradutor: Luísa Neto Jorge
Editora: D. Quixote
Nº de Páginas: 285
Preço Editor: 16€

Sinopse: Ao contrário do que o título possa indicar, esta história não se passa no Outono nem em Pequim, mas no imaginário deserto da Exopotâmia, onde um estranho Sol emite raios negros e um grupo de pessoas bastante original tenta construir uma estação de comboios com vias- -férreas que levam a lado nenhum.
Num cenário onde reinam o ilógico, o absurdo e o improvável, Vian, misturando um fantástico humor com uma desigual quantidade de náusea, introduz várias personagens excêntricas, tais como os melhores amigos Ana e Ângelo, ambos engenheiros, e Rochela, que se apaixona pelo primeiro, e se torna sua amante, enquanto Ângelo está loucamente apaixonado por ela. Além deste trio, deparamos ainda com o doutor Manjamanga, o arqueólogo Atanágoras Porfirogénito e Pipa, o dono do hotel, entre outros - todos eles num lugar que se assemelha a Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll, onde existe um matiz negro e tudo é possível, excepto a felicidade.

Sei que já saiu há um mês, mas por lapso deixei de o referir aqui no blog, quando sempre o quis fazer desde que soube, em Janeiro, que seria reeditado pela D. Quixote com nova capa e edição. Boris Vian - não conhecem o nome? Foi engenheiro, inventor, músico e crítico de jazz, poeta, romancista, cenarista, autor dramático, tradutor, cronista, declamador, intérprete das suas próprias canções e actor. Morreu com 39 anos de idade, abruptamente; mas nesse curto tempo de vida teve espaço para dar asas ao seu espírito criativo, e escrever alguns romances e peças de teatro, essencialmente de nonsense, que marcaram a literatura do século XX.

O Outono em Pequim é provavelmente, de todas as suas criações, a mais famosa. Não fala nem do Outono nem de Pequim. No fundo, é um romance sem sentido, que tenho a certeza que só quem lê e que entende se tem ou não alguma essência. A adquirir, e a ler, sem dúvida. O ano passado interpretei alguns sketches teatrais deles, e são muito engraçados, embora não tenham o mínimo sentido. Aconselho-vos a leitura deste romance, aproveitem esta nova edição.

Tiago

terça-feira, 16 de março de 2010

Vampiros...


O que é que se me oferece dizer sobre este tema? Não tenho nada contra vampiros, mortos vivos, dragões, nem nada disso. Acontece que quando os dragões foram moda, fartei-me um bocadinho; actualmente são os vampiros, e já estou pelos cabelos com eles; e dizem que a seguir vão ser os zombies, neste ano 2010, e tenho uma sensação de que vou ter a mesma impressão.

Comprei o Crepúsculo na primavera de 2008. Tinha saído há pouco tempo, tinha uma capa apelativa, e um tema original. Na Feira do Livro de Lisboa, não me escapou. Quando já era noticiado em Outubro que o filme chegaria em Dezembro, apressei-me a ler, para escapar à moda. Recebi a sequela no Natal, e foi o primeiro livro que li em 2009: apreciei. Mas por todo o lado gente falava de vampiros, gente lia vampiros, gente via vampiros, t-shirts de vampiros, conversas de vampiros, mais livros e livros e livros de vampiros começaram a ser publicados - de estrangeiros e de portugueses - numa espiral que parecia nunca mais acabar. Parece que a tendência está a acalmar, mas ainda não completamente.

«Fevre Dream» é um título de um livro de vampiros de George R. R. Martin, publicado na América há quase trinta anos, e que, segundo li em algum lado, será publicado pela Saída de Emergência durante este ano. Não terei qualquer pudor em lê-lo, quer haja moda ou não: 1) Trata-se de um autor que adoro; 2) Foi escrito mesmo muito antes do vício que por aí anda agora...

Conclusão: eu não tenho nada contra vampiros. É verdade que também não é a coisa que mais gosto, mas... o problema aqui está na publicidade excessiva, jogadas de marketing, e saturação do mercado. E tudo o que é demais... a vossa opinião acerca disto?...

Tiago

segunda-feira, 15 de março de 2010

Ambientes de Leitura


Vamos lá a ver se é só comigo que acontece. Quando penso no acto de ler imagino uma situação na qual o estou a fazer, com certos pormenores à mistura. Por exemplo, «Ler no Inverno»: Imagino chuva lá fora, eu sentado no sofá da sala a beber leite com chocolate, enquanto leio, próximo de um aquecedor, e com música clássica de fundo. «Ler no Verão»: No quintal, sentado numa espreguiçadeira, debaixo da árvore, a ouvir os passarinhos cantar e o mar lá ao longe, enquanto leio. Hoje, aqui, agora, é assim que gostava de ler no Inverno e no Verão. Mas estamos no Inverno e eu ainda nem por uma única vez li dessa maneira, e quando chegar o Verão poucas vezes farei dessa forma.

O que quero dizer com isso é que por vezes imaginamos ambientes ideais de leitura, mas no fundo, mesmo que não os cumpramos, o que interessa mais é a história: que nos puxa para dentro dela, e nos faz esquecer se estamos sentados no sofá da sala próximos de um aquecedor, ou no meio da tempestade lá fora (clara hipérbole). Também gosto de me imaginar a ler em transportes públicos, na praia, na esplanada de um café lisboeta...

Quando pensam em ler, têm algum ambiente especial no qual se imaginam a fazê-lo? Partilhem!

Tiago

sexta-feira, 12 de março de 2010

Feira do Livro de Lisboa 2010 - Primeiras Notícias

[Foto minha, tirada na Feira do Livro de Lisboa 2009]

É com orgulho que afirmo que o meu momento preferido do ano, no que toca a livros, é mesmo a Feira do Livro de Lisboa. De tal forma que sempre que passo na rotunda do Marquês de Pombal, e observo a extensão verdejante do Parque Eduardo VII nada mais me passa pela cabeça senão os stands por ali acima, cheios de livros novos em folha, e de gente que tem gosto em ler a adquirir leituras para as férias, já próximas (para alguns).

É portanto com satisfação, embora sem surpresa alguma, que leio o comunicado da APEL (Associação Portuguesa de Editores e Livreiros) de que a edição deste ano da feira vai voltar a realizar-se no Parque Eduardo VII. Os dias também já foram revelados: vai começar no dia 29 de Abril (quinta-feira) e prolongar-se-á até 16 de Maio (domingo). A APEL acrescenta ainda, no seu site:
A APEL terá sob a sua responsabilidade a organização deste evento que é, desde há largos anos, um importante marco no calendário cultural dos lisboetas. O grande propósito desta iniciativa continua a ser a promoção e difusão do livro em língua portuguesa, fomentar os hábitos de leitura dos portugueses e incrementar o nível de literacia. Prevê-se uma continuidade do projecto iniciado em 2009, tendo por base o pressuposto de dinamizar a feira e toda a sua envolvência.

Tenho de manifestar um pouco o meu desagrado em relação ao período da feira abranger a primeira quinzena de Maio - prefiro as datas da Feira do Porto, que já apanham Junho. É que em Maio, se acontecer como no ano passado, alguns dias estão de chuva, o que não são as condições mais agradáveis para passear por entre os livros. De resto, adoro a Feira. Aposto que todos vocês, desse lado, também estão ansiosos pela edição deste ano! Já começaram a fazer as vossas listas de adquirições...?

Tiago

quinta-feira, 11 de março de 2010

Saga «Destino do Universo»

Quem aprecia o género fantástico e gosta de apoiar e ler novos talentos na literatura portuguesa, faria bem em experimentar começar a ler a saga «Destino do Universo». Escrita por Frederico Duarte, de 27 anos, esta saga de fantasia está prevista ter entre seis a sete volumes, embora ainda apenas dois tinham sido publicados, e o autor tenha terminado à pouco tempo de escrever o terceiro.

«Avatar», e já para eliminar um erro comum dos leitores quando olham para o título, pouco ou nada tem a ver com os desenhos animados que andam por aí na TV e com o filme saído há pouco tempo. A história é original, interessante, passa-se num mundo chamado Nova, embora envolva acção ao mesmo tempo na Terra. Essa dualidade é acentuada em «Necromancia», o segundo volume, no qual o leitor saltita entre Nova e a Terra, num cenário de guerra intermundial (mas quase sem naves, repare-se, pormenor importante para aqueles que não apreciam ficção científica). É uma saga que introduz jogos de poderes e de conquistas, ao mesmo tempo que seguimos as relações pessoais entre os que estão próximos de Alexis, a protagonista do primeiro livro.

Aqui fica uma sinopse do primeiro volume feita pelo autor: Alexandra (Alexis) é uma rapariga como qualquer outra: estudante universitária em Lisboa, com gostos comuns e uma vida sossegada. Ou assim pensava ela. De um momento para o outro a sua vida é virada do avesso. Um estranho rapaz surge na sua vida e diz-lhe que todo um mundo depende dela! E este é o início da sua saga, que a leva para uma realidade tão diferente da nossa mas ao mesmo tempo com raízes profundas na Terra. Um mundo onde a magia e criaturas míticas imperam e onde uma grande ameaça reina. A pergunta é: que tem Alexis de tão especial que a tornará a chave para a resolução do conflito naquele mundo?

O terceiro livro deverá ser lançado ainda este ano, tem como título «O Guerreiro Elementar», e podem acompanhar todas as novidades da saga no fórum oficial e no blog do autor. Se ainda não começaram a ler, experimentem, porque acho que vão gostar. Além disso, ler obras de novos autores portugueses é incentivar também a literatura do nosso país. Podem aproveitar para ler também carregando aqui uma entrevista exclusiva de Frederico Duarte ao Lydo e Opinado.

Tiago
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