sexta-feira, 28 de maio de 2010

O Código Da Vinci - Crítica

Nome: O Código Da Vinci
Autor: Dan Brown
Editora: Bertrand Editora
Nº de Páginas: 544
Preço Editor: 19,90€

Sinopse: «Robert Langdon, conceituado simbologista, está em Paris para fazer uma palestra quando recebe uma notícia inesperada: o velho curador do Louvre foi encontrado morto no museu, e um código indecifrável encontrado junto ao cadáver. Na tentativa de decifrar o estranho código, Langdon e uma dotada criptologista francesa, Sophie Neveu, descobrem, estupefactos, uma série de pistas inscritas nas obras de Leonardo da Vinci, que o pintor engenhosamente disfarçou. Tudo se complica quando Langdon descobre uma surpreendente ligação: o falecido curador estava envolvido com o Priorado de Sião, uma sociedade secreta a que tinham pertencido Sir Isaac Newton, Botticelli, Victor Hugo e Da Vinci, entre outros.»

Confesso que tencionava ler este livro muito mais cedo mas como outros se foram sobrepondo, não consegui adquiri-lo no tempo que ambicionava. Apesar disso, como nunca é tarde para ler uma das obras mais célebres em todo o Mundo, aproveitei para finalmente dedicar-me a Dan Brown e à sua escrita enigmática.

Nunca tinha lido nada deste género, prefiro romances ou fantasia mas como Leonardo da Vinci é das figuras que mais me fascina na História, acompanhei com uma atenção e interesse diferente daquela que tinha disponibilizado para outro tipo de livros. E para ser honesta, achei bastante complexa a forma como a escrita de Dan Brown se encaixa como um puzzle.

A história começa com a morte de Jacques Saunière, um conceituado conservador do Louvre. No decorrer da sua morte, Robert Langdon, um conhecido simbologista e Sophie Neveu, uma criptologista francesa, são apanhados nesta que vai ser uma história repleta de mistério, de fé, de enigmas, de História, de personagens misteriosas, de romance e de segredo.

Para uma primeira análise a Dan Brown, reconheço o seu esforço ao manter-se fiel a todas as informações históricas relativamente a este Código. Acredito sinceramente que o esforço dele foi recompensado.

Personagens favoritas: Todas as personagens me atraíram portanto não tenho nenhum que coloque em destaque.

Nota (0 a 10) : 8 (Muito bom)

Patrícia

10 comentários:

Jose disse...

Coincidência ou não, ontem pûs-me a escrever a sequência de Fibonnacci xD
Se gostaste deste, recomendo-te vivamente o "Anjos e Demónios", esse é, para mim, o seu melhor livro!

Tatiana disse...

Eu não li este, li o Anjos e Demónios e fogo, adorei! bjs

Cris =) disse...

Eu estou a ler O Símbolo, mas para já dos 3, prefiro o Anjos e Demónios

Sássára disse...

Gosto bastante da maneira como Dan Brown consegue inventar e interligar cada mistérios, sempre mantendo-se fiel a factos históricos. No entanto, acho que o «Anjos e Demónios» é capaz de ser melhor do que este.

Anónimo disse...

"Para uma primeira análise a Dan Brown, reconheço o seu esforço ao manter-se fiel a todas as informações históricas relativamente a este Código. Acredito sinceramente que o esforço dele foi recompensado."
"...sempre mantendo-se fiel a factos históricos..."
Acho que todo mundo já tá careca de saber que os fatos históricos relatados no livro não condizem com a verdade.O opus dei não é e nunca foi uma sociedade secreta...
Entrem no site deles e vejam,a data de sua fundação e etc...

Alexandre Espanhol disse...

Anjos e Demónios é claramente o melhor!

Patrícia disse...

De todos os comentários que aqui foram deixados, é inequívoca a concordância de eleger "Anjos e Demónios" o melhor livro. Tentarei lê-lo assim que possível. Aliás, sempre que quiserem fazer sugestões, podem utilizar o mgmail (especificamente falando no meu caso) para que possamos avaliá-los. A vossa ajuda é sempre importante.

Cris =) disse...

Estou mesmo a terminar "O Símbolo" e mantenho o meu comentário anterior... O "Anjos e Demónios" é o melhor! "O Símbolo" teve partes que me entediou e ontem fui incapaz de terminar de lê-lo apesar de faltarem apenas 10 páginas (mas também já era 2 da matina =D). No entanto estou curiosa para ver o que farão em filme (pressupondo que será feito).

Alexandre Barbosa disse...

Um amigo ficou de me emprestar este, estou louco pra ler!!! Não li "Anjos e Demônios", apenas "O Símbolo Perdido" que é extraordinário.

João X disse...

Esta análise é lamentável. Começando pelo título, é um insulto o nome de Da Vinci ser referido no título deste livro, porque de Da Vinci pouca gente fala no livro e na maior parte das vezes erradamente. A conexão forçada de elementos aleatórios da obra de Da Vinci, com analogias à realidade é ridícula neste livro.
A afirmação de Dan Brown, segundo a qual todos os factos e organizações secretas referidos são factos históricos verdadeiros é, mais uma vez, insultuosa.
Primeiro. O Santo Graal, enquanto peça física, não existe. O Graal é uma criação de um romance medieval de Sec XII ou XIII, que desde então foi largamente explorada como o cálice pelo qual Cristo bebeu na última seia.
Segundo. O Priorado de Sião, não é nada mais que um monte de documentos forjados por um Francês que se dizia herdeiro dos Merovíngios e queria assumir o reino de França. Documentos esses forjados durante a década de 70. Um dos forjadores dos documentos deixou uma carta onde confessa todas as falsificações feitas. Dan Brown, sabendo disso, insiste em dizer que é tudo verdade. Mais uma vez insultuoso.
Terceiro, vários locais descritos no livro, não existem. Nomeadamente um centro de pesquisa teológica com poderosos computadores. O centro existe, mas nem existem lá documentos que suportem minimamente a teoria de Brown, como não passa de um local onde todas as semanas se encontram teólogos para analisar documentos.
Quarto. A sobrevalorização dos documentos gnósticos. Os Evangelhos Gnósticos têm menos relevância que os Evangelhos na Bíblia pela simples razão que datam de séculos mais tarde que os documentos bíblicos. Logo a desvalorização natural. Não se pode desvalorizar o novo testamente por ser uma narrativa com quase um século de atraso em relação a Cristo e valorizar documentos com três ou mais séculos sobre a morte de Jesus. Logo a teoria de Brown é altamente incoerente. Mais, a assunção que apóstolos tinham ciúmes de Maria Madalena porque Jesus era casado com ela. E porque não a teoria de que os ciúmes ou outro sentimento hóstil se deveriam ao facto de os dsicípulos terem de aceitar uma pecadora no seu meio? POrquê assumir que o beijo descrito num dos evangelhos gnósticos é na boca quando o documento não está em condições para se conseguir ler se era na boca, no pé, na mão ou na ponta do nariz?
Durante todo o livro Dan Brown tenta iludir o leitor com assunções forçadas e análises descabidas.
Isto são factos e é por isso que acho que a análise do livro é lamentável.

Não me refiro à escrita, da qual, só por curiosidade, não gosto, mas refiro-me essencialmente ao insulto que é ter alguém a escrever algo e a afirmar que é verdade, quando sabe que tudo é mentira.

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