domingo, 18 de outubro de 2009

O Mundo de Sofia - Crítica

Este livro foi, sem dúvida, um dos livros mais confusos e misteriosos que eu li até hoje. Por acaso (mas só por acaso) o Tiago já me tinha dito mais ou menos do que se tratava, porque não estava à espera de um dia ainda me vir a emprestá-lo. No entanto, mesmo sabendo o básico, fiquei muitas vezes à nora com as coisas que iam acontecendo.
Acho a escrita deste autor bastante acessível e, à pala deste livro, comecei a gostar de Filosofia. Nas aulas do ano passado, no 10.º ano, fazia esforços enormes para não adormecer – e às vezes sem sucesso. Este ano tenho estado atenta em todas as aulas e estou a gostar bastante; devo-o, praticamente, a este livro, que me mostrou a História da Filosofia com outros olhos.
Cheguei mesmo a identificar-me com Sofia quando ela fazia perguntas como “Será que eu estou mesmo viva ou sou o produto da consciência de alguém?” Cada vez que pensava na Vida em si mesma e no Porquê disto tudo, a minha cabeça dava voltas e voltas. Gostava de obter respostas mas tenho medo delas, sinceramente. E como lia sempre antes de ir para a cama, chegava mesmo a custar-me a adormecer só de ficar a pensar o Porquê de nós existirmos!
Lá mais para o fim é que o livro começa a explicar melhor o que se está a passar mas continuei confusa à mesma, especialmente devido à fantasia que o autor misturou com a realidade. Não é uma fantasia como as outras, é bastante diferente… Algo que eu nunca tinha lido.
Encontrei tantos excertos deste livro que se encaixaram comigo que, se os tivesse posto aqui todos, vocês ficavam com imensos spoilers! Apesar de confuso, foi um livro delicioso de ler. Gostei, especialmente, do último capítulo do livro, por diversas razões que não vou agora nomear. E agradeço a Jostein por me fazer gostar de Filosofia, sempre dá uma ajudinha na média.


Número de Páginas: 453
Personagens Preferidas: Sofia Amudsen (por ser uma adolescente tão normal como todos nós e, de repente, mudar tudo; adaptou-se bastante bem às mudanças), Hilde Moller Knag (pela solidariedade pelas personagens do "seu" livro) e Albert Knox (por toda a frustração que vai sentindo e pelo belo professor de Filosofia que é).
Nota de 0 a 10: 8,5


Sara

3 comentários:

Tinkerbell disse...

há muito que o quero ler e gosto da capa da nova edição (que é azul.

já li o livro que estás a ler o avatar ;)

bjs e bom domingo cheio de leituras se posssivel!

Sássára disse...

Quem está a ler o Avatar é a Patrícia; neste momento, estou apenas a ler Os Maias : ) Mas espero começar, brevemente, o Despertar da Magia, do George Martin.

Beijinho @

Paula disse...

Li este livro há algum tempo. Gostei bastante e também me fez ver a filosofia com outros olhos. Acho que seria um livro a ter em conta na planificação das aulas de filosofia.
Tal como tu, no início fiquei confusa, mas à medida que as páginas foram passando entrei na história. O fim é magnífico.
Um abraço.

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