quinta-feira, 29 de abril de 2010

Começou! | Aproxima-se o aniversário de alguém...


[POST DIVIDIDO EM DUAS PARTES]

E finalmente chegou o ansiado dia do começo da Feira do Livro de Lisboa 2010! Se têm acompanhado o blog então não estão desprovidos de informações acerca daquele que, provavelmente, é a Feira mais importante do país... a edição deste ano trouxe-nos muitas novidades, que tornam a visita ao local ainda mais apetecível. O site da Feira (http://feiradolivrodelisboa.pt/) está muito interessante, permitindo inclusivé ao utilizador fazer uma wist list (embora a lista de livros ainda esteja muito incompleta). Tenho também de referir um post do fórum ESTANTE DE LIVROS, no qual, devido à excelente recolha da equipa e comunidade, se podem conferir muito mais informações acerca de livros do dia do que no próprio da feira -> http://s11.zetaboards.com/Estante_de_Livros/topic/7283645/

Eu já tenho marcada a minha primeira visita (de 3, em princípio) ao local, que será já neste Domingo. Confesso que estou ansioso! Se alguns visitantes do blog já visitaram a Feira, agradecemos comentários sobre a mesma :)

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Entretanto, o meu aniversário está mesmo a chegar (terça-feira), e, a pedido de algumas famílias (da minha, concretamente! e outras pessoas) que me conhecem pessoalmente, resolvi colocar aqui uma lista dos livros que gostava de ter - é que algumas pessoas preferem guiar-se por ela na escolha de um presente... óptimo!! Então aqui vai a (nada curta) lista de livros que gostava de adquirir (sem ordem de preferência):

- A Rapariga que Inventou um Sonho (Haruki Murakami)
- Em Busca do Carneiro Selvagem (Haruki Murakami)
- Dança, Dança, Dança (Haruki Murakami)
- O Dardo de Kushiel (Jaqueline Carey)
- O Jogo do Anjo (Carlos Ruiz Záfon)
- O Braço Esquerdo de Deus (Paul Hoffman)
- Se Acordar antes de Morrer (João Barreiros)
- O Livro do Desassossego (Fernando Pessoa)
- O Triunfo dos Porcos (George Orwell)
- Pergunta ao Pó (John Fante)
- Um Mundo sem Fim Volume I (Ken Follet)
- A Conspiração dos Antepassados (David Soares)
- Prelúdio (Inês Botelho)
- 333 (Pedro Sena-Lino)
- Birthday Stories (Haruki Murakami)
- Os Miseráveis (Victor Hugo)
- Underground; O Atentado de Tóquio e a Mentalidade Japonesa(Haruki Murakami)
- Norwegian Wood; versão portuguesa (Haruki Murakami)
- Outono em Pequim (Boris Vian)
- O mar que a Gente faz (João Negreiros)
- O Memorial do Convento (José Saramago)
- O Punhal do Soberano (Robin Hobb)
- O Senhor Brecht (Gonçalo M. Tavares)
- Flashman; A Odisseia de um Cobarde (George Macdonald Fraser)

Pronto, decidi ficar-me por aqui. Uma breve nota a quem tenciona dar a esta lista um proveito prático: surpreendam-me com os livros que me derem, não se limitem de forma alguma a estes! Provavelmente estou-me a esquecer de alguns que também gostava de ler, mas isto é sempre assim... boas leituras para todos!

Tiago

terça-feira, 27 de abril de 2010

Feira do Livro: 50% de descontos em Hora H! | Lydo e Opinado em Maio

Excelente notícia, a que a Agência Lusa acaba de dar há pouco mais de duas horas, informada pela equipa técnica do evento: este ano, a Feira do Livro de Lisboa 2010 vai ter uma Hora H, na qual serão praticados descotos de 50% em todos os livros publicados nos últimos dezoito meses (e que tenham mantido o preço fixo neste período de tempo)! Ocorrerá entre as segundas e quintas-feiras das duas semanas e meia de feira, entre as 22:30h da noitee as 23:30h! Assim que li achei uma notícia perfeita, e cuja oportunidade não poderei deixar passar... aproveito para relembrar que as noites na Feira, este ano, serão muito apetecíveis, com concertos de jazz e música clássica pelas 21:30h... e agora com estes descontos de loucos!

A Feira começa já esta quinta-feira, no Parque Eduardo VII, e terminará no Domingo dia 12 de Maio. De realçar um ponto negativo - o site oficial da Feira ainda não está activo, a menos de dois dias do início do evento (embora algumas editoras, como a Porto Editora, Presença, Quidnovi, Esfera dos Livros, já tenham anunciado os seus programas específicos).

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Maio está mesmo a chegar, e o Lydo e Opinado traz muitas leituras e animação aos seus leitores. Iremos manter as nossas já habituais rubricas, neste mês que será especial principalmente devido à Feira do Livro de Lisboa 2010, que vamos acompanhar de perto, e a qual iremos visitar (eu, certamente, mais do que uma vez). Então o que temos programado para o próximo é:

Dia 1 - Entrevista Exclusiva a Pedro Sena-Lino (autor do romance 333 e de dois manuais de Escrita Criativa, o escritor disponibilizou-se a responder às nossas perguntas, com respostas que vão além da linguagem comum, e são literatura quase por si só. É ler para crer: uma entrevista cheia de metáforas...)

Dia 3 - Passatempo «333» (em conjunto com a Porto Editora, teremos para oferecer um exemplar do romance de Pedro Sena-Lino, autor que terão oportunidade de conhecer melhor através da entrevista).

Crónicas - As nossas crónicas irão aprofundar o tema «Proximidade entre Autores e Leitores». Em mês de Feira do Livro, sessões de autógrafos, iremos meditar acerca da proximidade que se regista entre os escritores e os leitores, tanto em tertúlias, como através das redes sociais na internet. Ficamos a ganhar com um certo distanciamento, ou a proximidade traz vantagens?

Esperemos que gostem da programação aqui do espaço para o próximo mês. Obrigado por nos visitarem!

Tiago

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Os Livros estão em festa...!


Então não é que, acabado a O Meu Quarto, encontro em Cima da Minha Cama uma festa de livros em pleno decorrer? Três camadas de livros que ocupavam toda a extensão do plano, encavalitados, dançando ao som de uma música que não consegui identificar! Riam-se, falavam, dançavam, festejavam... festejavam o quê?, pensei eu. Foi o que perguntei à «Senhora da Noite e das Brumas», que estava mais próxima da entrada. Ela logo me respondeu, com a ajuda do «Menino que Sonhava Chegar à lua», que hoje era o Dia Mundial do Livro.

Eu: Ah, hoje é o dia mundial do livro? Como é que me pude esquecer disso...

Crónica do Pássaro de Corda: Provavelmente deixaste-te envolver demasiado pelas minhas leituras surreais, e a tua cabeça ainda não se recompôs totalmente...

A Criança que Não Queria Falar: Se é problema psicológico, podes juntar-te a mim que eu ajudo a resolver casos problemáticos e...

Eu: Não, não se incomodem! Mas não podiam ter escolhido um local melhor para fazer uma festa?

Os Pilares da Terra: Ainda pensei em fazermos na catedral do Tom, mas achei que seria... intrusivo.

A Sombra do Vento: E não me venham dizer que eu também não dei a excelente ideia de fazermos esta festa no Cemitério dos Livros Esquecidos... lembremo-nos deles neste dia, aliás!

AVATAR: A Rainha Luana também tinha tudo pronto no seu salão, mas houve uns quantos que preferiam fazer em Cima da Cama.

Eragon: Eu, por exemplo! Já passei por tantas mãos, fui emprestado e lido por tanta gente que um livro começa a desgastar-se e a ficar velho, não é?

A Filha da Floresta: Concordo completamente, Eragon!

Eu: Então e comida, quem é que ficou responsável?

Crepúsculo: Eu trouxe uma ementa à base de sangue vampírico, e maçãs, mas parece que eles não são muito apreciadores...

As Duas Torres: E eu trouxe aquele paõzinho dos elfos, só que pelo caminho não resisti e comi-o... de modo que só ficou o anel, mas isso é muito duro para trincar, já lhes disse.

A Muralha de Gelo: Cá eu trouxe mesas e mesas de iguarias sem igual! Veado tostado com aroma a especiarias das Ilhas de Verão, salmão cozido com batatas de Correrrio, temos também um prato especial de "lobo" na brasa... hehehe...

Eu: Vou fingir que percebi isso, Muralha. Então olhem, divirtam-se, e um bom Dia Mundial do Livro para todos!

Auto-Retrato do Escritor enquanto Corredor de Fundo: Eu ainda tenho de ir fazer a minha maratona do dia, por isso de qualquer das formas estou quase de saída...

Sputnik, Meu Amor: Quem vem comigo andar na roda gigante??

A Glória dos Traidores: Não há aí por aí nenhum casamento divertido para eu animar um bocadinho? MUAHAHAH.

E pronto,neste ponto abandonei a festa. Mas consta-me que eles lá continuaram longas horas. Espero que em vossas casas, leitores do Lydo e Opinado, em Cima das Vossas Camas, também encontrem todos os vossos livros em festa. Parabéns, LIVROS!!!

Tiago

Nota: Os diálogos de cada livro são piadas que, quem leu cada um, irá certamente entender!

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Quando se está doente...


Se calhar depende do tipo de doença de que estamos a falar, mas pelo menos esta minha constipação forte que já me dura deste segunda-feira, e que me tem feito passar os dias em casa, não me tem dado vontade nenhuma de pegar no livro que estou a ler actualmente - O Deus das Pequenas Coisas. Continua pousado na mesa de cabeceira, sem que lhe tenha tocado alguma vez, porque simplesmente não me consigo concentrar na sua leitura.

O curioso é que, quando estou bem de saúde, penso que a situação vai ser a inversa: quando me constipar e tiver de ficar de cama, ou qualquer coisa assim, ninguém me parará enquanto não acabar de ler um livro, porque pouco mais poderei fazer que não ler. Mas o cansaço, a dificuldade em respirar, a concentração voa para outros lados...

Hoje já estou melhor e espero conseguir ler pelo menos umas quantas páginas. Também acontece com vocês, imagino?... Aproveito para pedir desculpa a todos os visitantes do Lydo e Opinado pela falta de actualizações durante estes últimos quatro dias que passaram, mas este meu estado de saúde não me permitiu actualizar o blog. Adio também para amanhã a novidade da semana!

Tiago

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Crítica - Pinball, 1973

Título: Pinball, 1973
Autor: Haruki Murakami
Tradutor: Alfred Birnbaum
Editora: Kodansha English Library
Nº de Páginas: 179
Preço Editor: -

Sinopse: The second book in the "Trilogy of the Rat" series, it is preceded by Hear the Wind Sing (1979) and followed by A Wild Sheep Chase (1982).
Very much a continuation of Hear The Wind Sing with the familiar site (J's bar) and characters (J and Rat). The novel is a collage of everyday episodes of the single 24-year-old Tokyoist, his disinterest in his translation job, his asexual relationship with the twin sisters 208 and 209, and his half-estrangement from social world. He oscillates between ceaseless pursuit of interests (midnight visit to Pinball machine) and resignation (painless farewell to the twins), and at times emerges from the cool, semiotic space of his apartment to bath in the autumn light.

Falar da experiência que é ler Haruki Murakami para quem nunca o leu é complicado, talvez porque até hoje não encontrei outro autor a quem o pudesse comparar. Imaginem o quotidiano japonês, a vida normal e real com personagens normais e em tudo iguais a nós (com as próprias variantes culturais). De repente entra Murakami em cena, despeja um saco de elementos surreais e alternativos por cima da vida - por exemplo, mulhares enigmáticas, telefonemas anónimos, desaparecimentos de pessoas e objectos, gatos e poços por todo o lado, etc, etc - e, o mais incrível, é que a personagem principal lida com isso com a maior das naturalidades, como se já o prevesse. É este o universo de Realismo Mágico do senhor Haruki Murakami. Um mundo de muitas perguntas que não procuram sequer resposta.

Tal como em todos os livros que li dele (excluindo o de não-ficção, do seu Auto-Retrato), é esta a paisagem de fundo nas suas obras. Em Pinball, 1973 seguimos as mesmas personagem que tinham sido introduzidas no primeiro livro do autor, Hear the Wind Sing: o narrador presente sem nome, J, e O Rato (por sua vez este último dá nome à trilogia, de quatro livros, em que este se insere). Neste em particular temos uma divisão da novela em duas frentes: a do narrador, e a do Rato. Estão separados geograficamente, embora não tenham esquecido a sua amizade. O primeiro sofre os efeitos da onda surrealista de Murakami, ao mesmo tempo que procura por uma determinada máquina de Pinball na qual se viciara depois de um acontecimento muito mau na sua vida; e O Rato, coitado, tem um ataque de tristeza e solidão, e numa odne de melancolia explícita (rara em Murakami) prepara-se para tomar uma decisão importante da sua vida.

É neste equilíbrio que se desenrola a acção. Quis-me parecer, no entanto, que apenas na segunda metade é que finalmente Murakami encontra o seu estilo, ao fim de livro e meio escrito. E, devido à diminuta extensão da obra, ficamos com a sensação de que, quando estava a começar realmente a melhor parte e o melhor ritmo, é que termina. De resto, temos três elementos do livro que me chamaram especialmente a atenção: As Gémeas; O armazém das galinhas; e as cenas no bar do J. Não me alongo mais em relação a isso, para quem não leu não faria muito sentido.

Concluindo, este é um livro já tipicamente murakamiano, com a atmosfera típica, a qual nos prende, e que quando saio dela só me dá vontade de escrever, como se me tivesse enchido de inspiração. Todo o livro tem uma musicalidade que não me passa despercebida, um ritmo muito próprio. Mas Haruki insiste em não o publicar fora do Japão, sendo que a suposta justificação é que o considera, assim como ao primeiro livro, trabalhos de «natureza inferior». Este Pinball, 1973 já está longe de ser inferior. É uma opcção cara, mandar vir de lá os livros, e apenas compensa a quem já experimentou e gostou do estilo. A mim, já me conquistou há muito.

Personagens Preferidas: As Gémeas. E J prende-me, de alguma maneira.

Nota (0/10): 8 (Muito Bom)

Tiago

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Resultados do passatempo «A Guerra dos Tronos»!


Desde já muito obrigado a todos os que participaram neste passatempo do livro «A Guerra dos Tronos». Confessamos que estávamos à espera de um pouco mais de participações (desta vez ficámo-nos pelas 55), mas isso talvez se deva ao facto de, além do livro não ser uma novidade, ó facto de ter de se ler um excerto possa não apelar a toda a gente... como houveram muitos erros nas perguntas, aqui vamos expôr as respostas (apenas 8 participações totalmente certas!):

1 - Os membros da Patrulha da Noite vestem-se de negro.
2- Ao todo foram encontradas 6 (seis) crias de lobo.
3 - Quem vem a caminho de Winterfell é o Rei (Robert).
4 - Viserys quer forçar a irmã a casar-se com Khal Drogo.

A Saída de Emergência, a quem queremos novamente agradecer por todo o apoio que tornou possível o passatempo, sorteou entre os que acertam as perguntas o grande vencedor, que foi...

Dália Antunes, de Algueirão!

Muitos parabéns, Dália! Espero que te vicies rapidamente naquela que, digo eu, é a melhor saga de fantasia que jamais li. Quanto a todos os outros participantes, peço-vos que não desanimem. Se tudo correr bem vamos continuar a ter passatempos aqui no blog, e algum dia há de ser a vossa vez, tenho a certeza. A todos aqueles que não leram ainda «A Guerra dos Tronos», deixo a sugestão de, numa das Feiras do Livro de Lisboa ou do Porto, que se aproximam, adquirirem este primeiro volume das Crónicas de Gelo e Fogo. Imperdível.

Tiago

terça-feira, 13 de abril de 2010

[Crónica] Os Tradutores - Tiago


O tema «Tradução» é dos mais subiu na minha ordem mental de importância nos últimos tempos. Há alguns anos, quatro ou cinco, desde que comecei a ler livros estrangeiros - acho que com o livro Eragon. Ora Eragon foi escrito por Cristopher Paölini. Adorei o livro, na época, fez-me abrir os horizontes literários, fez-me aprender a gostar de ler, gostar de entrar numa livraria e comprar um novo livro que gostasse. Devo muito ao livro. Até hoje, não pensei sequer na questão de quem o traduziu. Vou ali buscar o livro... cá está.

Escondido, na página dos créditos, em letra pequena, entre a autoria do Design da Capa e a da Composição Gráfica, o nome da tradutora: Andrea Alves Silva. Anos depois de ter lido um dos livros que mudou a minha vida, sei o nome da pessoa que o traduziu. Inesperadamente, descubro por acaso que a mesma senhora traduziu também "A Libertação do Tigre", de Kate diCamillo, livro infantil/juvenil que li também há muito tempo e gostei. Isto para chegar exactamente onde...? À discriminação que sofrem os tradutores portugueses de livros estrangeiros.

Em sites de editoras podemos pesquisar por "Obra", "Autor", "ISBN", "Preço", etc, etc... nem em um só dos que consultei encontrei o separador "Tradutor". Nos livros que lemos a grande maioria ESCONDE o nome do tradutor em letras pequenas na página dos créditos. Nunca vi tradutores sentados em mesas nas Feiras do Livro de Lisboa, para partilharem experiências com os leitores. As pessoas lêem livros inteiros, podem ficar a adorar um determinado, e no entanto não sabem o nome da pessoa que o traduziu. E se a questão não parece grave, passo a explicar porque é que É:

É que os tradutores, na minha sincera opinião, têm o duplo trabalho de um autor. Primeiro, são privados do processo criativo de construção de enredo, no qual reside grande parte do gozo de um autor ao escrever. Segundo: além de terem de reescrever todo um livro de uma língua para outra, têm de tentar encontrar o estilo do autor e passá-lo com veracidade para um país com outras expressões e sentimentos. Há que encontrar uma equivalência no estilo, na forma de escrever, há que reeiventar todo um método de escrita. E depois, basta pensar que cada palavra de um livro traduzido que lemos foi escolhida pelo tradutor especificamente, aquele sinónimo particular. Uma má tradução pode estragar um excelente livro. O mesmo ao contrário - um livro pouco razoável pode ser salvo por uma tradução habilidosa.

Não estou ligado a tradução de maneira alguma, nunca fiz nada que se parecesse, mas fico contente quando vejo certas e determinadas iniciativas: a editora AHAB decidiu, e tão bem, colocar em todas as capas dos seus livros o nome do tradutor com o devido destaque; blogs literários que colocam na lista de características de um livro a parcela 'Tradução de:', e os referem nas críticas; e uma cada vez maior divulgação de alguns nomes da tradução nacional, nomeadamente de Jorge Candeias, já tão conhecido por cá entre os amantes da literatura fantástica.

É a ele e a Maria João Lourenço (tradutora de Haruki Murakami) que quero dedicar este post. Tenho a certeza que os autores que traduzem não teriam o mesmo impacto na língua portuguesa se não fosse a vossa ARTE. E também a Andrea Alves Silva, que já li há tanto tempo, mas só hoje "conheci". E a todos os Tradutores Anónimos que, escondidos em letras pequenas em páginas que passam ao lado na atenção, são alquimistas das letras, transformando todo um mundo de boa literatura internacional na nossa bonita Língua Portuguesa.

Vamos mudar esta realidade?

Tiago
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