segunda-feira, 14 de março de 2011

O Festim dos Corvos - Crítica

Nome: O Festim dos Corvos
Autor: George R. R. Martin
Editora: Saída de Emergência
Tradução: Jorge Candeias
Páginas: 423
Sinopse: [CONTÉM SPOILERS] Continuando a saga mais ambiciosa e imaginativa desde O Senhor dos Anéis, As Crónicas de Gelo e Fogo prosseguem após o violento triunfo dos traidores.
Enquanto os senhores do Norte lutam incessantemente uns contra os outros e os Homens de Ferro estão prestes a emergir como uma força implacável, a rainha regente Cersei tenta manter intacta a força dos leões em Porto Real.
Os jovens lobos, sedentos por vingança, estão dispersos pela terra, cada um envolvido no perigoso jogo dos tronos. Arya abandonou Westeros rumo a Bravos, Bran desapareceu na vastidão enigmática para além da Muralha, Sansa está nas mãos do ambicioso e maquiavélico Mindinho, Jon Snow foi proclamado comandante da Muralha mas tem que enfrentar a vontade férrea do rei Stannis e, no meio de toda a intriga, começam a surgir histórias do outro lado do mar sobre dragões vivos e fogo...
Numa terra onde muitos se proclamaram como reis e rainhas, todos estão convidados para O Festim dos Corvos. Venha descobrir quem serão os sobreviventes!
Fiz uma pausa demasiado prolongada entre A Glória dos Traidores e O Festim dos Corvos. No entanto, queria só deixar este sétimo e o oitavo volume para 2011, sempre na esperança que George R. R. Martin viesse a publicar o outro, de maneira a não ter que esperar muito. E a verdade é que ele vai publicá-lo este ano, o que me deixou bastante contente. Mas a pausa prolongada não me fez lá muito bem. Habituada a casamentos sangrentos e já com alguns pormenores do livro esquecidos, esta leitura de O Festim dos Corvos não me soube tão bem como as outras. Para além disso, senti saudades de imensas personagens que neste livro desaparecem por completo.

Sinto que Martin nos deu muito n'O Tormento de Espadas e n'A Glória dos Traidores e que, neste, manda-nos uma espécie de balde de água fria em cima. É óbvio que a guerra está longe de chegar ao fim, mas sinto que os capítulos passivos que houveram - por mais necessários que fossem - não encaixavam naquilo a que eu já estava habituada. Tenho saudades daquele último suspiro que dava no fim de cada capítulo, pois as coisas davam sempre a volta. Ainda houve alguns neste livro que também terminaram assim, mas devo confessar que foram poucos.

Houve uma personagem que me deixou deveras enervada. Óbvio que não vou dizer o seu nome, mas sinto que desde que se tornou "bonzinho", que perdeu todo o seu encanto. Deixou de dar atenção à mulher que desejava, passou a fazer troça dela; em vez de a ajudar a manter o trono, anda por lá apenas a marcar presença. Para a força que esta personagem já teve, é óbvio que me tenha enervado um pouco esta reviravolta.

Uma coisa que gostei bastante neste livro foram as personagens novas que apareceram a narrar os capítulos. Estamos habituados a estar em Westeros e agora vamos cada vez mais longe neste mundo imenso. Apesar da pausa prolongada, não considero o livro fraco. É impossível considerar algo de Martin fraco. E é por isso que lhe vou dar um oito, esperando que o próximo me deixe mais bem aviada.

Personagens favoritas: Podrick, Alayne, Arianne, O Afogado.

Nota: 8/10 - Muito Bom

Sara

4 comentários:

Cat SaDiablo disse...

Também achei este livro um pouco anticlimático, depois do fantástico Glória dos Traidores.

Acho que essencialmente por não encontrarmos algumas das personagens mais interessantes, este livro sabe-nos a pouco. Achei a segunda parte (O Mar de Ferro) uma furos acima.

curadoracorrentado disse...

A questão é que estamos habituados a ver todas as perspectivas e de repente ficamos às cegas quanto a metade do que se está a passar... não que para mim isso seja particularmente mau (bem pior são os 5 anos de espera que esta série já leva...). É esperar para ver como o próximo volume encaixa.
Não achei a crise de consciência do personagem “anónimo” :) assim tão pouco credível como isso. Afinal de contas quando perdemos algo importante fazemos uma reavaliação das nossas vidas. Foi o que ele fez.
Além de tudo isto a guerra não pode estar a chegar ao fim porque afinal de contas o Inverno ainda não chegou…

Ps: cuidado que o texto da sinopse está numa cor que não se consegue ler…

manuscritosmalditos disse...

pps: Só agora é que pecebi que a questão da cor era intencional... por favor não façam caso do ps.

Sássára disse...

Eu percebo perfeitamente a questão do personagem "anónimo", até porque não estou a dizer que deixei de gostar dele ou que a personagem deixou de ser menos boa. Mas sinto que gostava ainda mais quando ele era mau, se é que me entendes :p Agora está a tornar-se mais racional, menos malévolo. Por um lado, é bom. Por outro, sinto que não encaixa, pois já estava habituado a imaginá-lo no dark side of the force xD

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