quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

O Senhor dos Anéis: As Duas Torres - Crítica


Nome: O Senhor dos Anéis - As Duas Torres
Autor: J. R. R. Tolkien
Editora: Publicações Europa - América
Tradução: Fernanda Pinto Rodrigues
Páginas: 385
Sinopse: "No anterior volume desta trilogia, A Irmandade do Anel, o leitor travou conhecimento com alguns estranhos e simpáticos personagens que povoam o mundo que Tolkien construiu: Frodo, Gandalf, Pippin, Aragorn, Boromir, para citar apenas alguns. Através deles ficou também a conhecer algumas espécies bizarras a viver em terras imaginárias: os hobbits, os orcs, os elfos, os anões. E acompanhou certamente todas as peripécias que se passaram à volta do misterioso anel de que Frodo era possuidor. Os perigos por que passaram para subtrair o anel às mãos cobiçosas dos inimigos, os trabalhos em que se viram envolvidos para conseguir o seu intento culminaram com a fuga e o desaparecimento de Frodo e a dispersão dos seus companheiros. Esta segunda parte, As Duas Torres, conta o que aconteceu a cada um dos membros da Irmandade do Anel, depois de o grupo se ter desfeito e até ao advento da Grande Escuridão e à eclosão da Guerra do Anel, que será contada na terceira e última parte."

Antes de mais, espero que tenham tido um Bom Natal e que este novo ano de 2012 vos reserve muitas coisas boas. Foi devido a todas estas festividades que só agora terminei este livro. Quando o comecei, estava um pouco reticente. Várias pessoas me disseram que este era o mais fraco da trilogia e que o filme o complementava bastante bem; disseram também que era aborrecido e difícil de ler. Eu não achei nenhuma destas coisas. Em primeiro lugar, o segundo filme sempre foi aquele que menos gostei; o mesmo não posso dizer deste livro. Na minha opinião, está muito melhor concebido que o primeiro volume, em que tudo parecia ainda um pouco verde e, por diversas vezes, artificial. Falo dos perigos e das amizades, que nem sempre pareciam assim tão assustadores ou tão fortes, respectivamente. Neste volume, essas duas coisas são muito mais desenvolvidas e focadas.

Comecemos pelas amizades, então. Até metade do livro acompanhamos Aragorn e o resto da Irmandade que foram em busca de Merry e Pippin. Nesse clima de perseguição, vários laços vão-se fortalecendo e, mais tarde, vêem o seu caminho desviado para outra missão: ajudar na guerra de Rohan. É aqui que conhecemos uma das minhas personagens favoritas, o rei Théoden. A partir daí, muitos perigos avizinham-se no caminho da Irmandade. A pouco e pouco encontram parceiros perdidos e maravilhas que jamais julgavam existir. Foi no meio de todo este ambiente e descrições que eu fiquei maravilhada. Foi, especialmente, quando conheci os Ents que fiquei colada à história.

Seguidamente, avancemos para os perigos. Na outra metade do livro, acompanhamos Frodo e Sam na sua busca dos Montes da Condenação. Inesperadamente, acabam por acolher um novo membro no grupo que vai causar desconfiança e insegurança; já para não falar em todos os perigos que correm ao passarem mesmo por baixo das barbas do inimigo. Foi durante este percurso que me afeiçoei ainda mais a Sam, o eterno companheiro de Frodo. Sempre fiel e persistente, ele demonstra-se uma personagem imprescindível nesta saga. A verdade é que, sem ele, Frodo não iria a parte nenhuma - a meu ver, claro. Mais uma vez, assistimos a um fortalecimento de amizade que supera tudo, incluindo os perigos mortais que acabam por viver.

Depois disto tudo - e de um final extremamente emocionante, pois dá vontade de pegar imediatamente no terceiro volume - como é que eu posso afirmar que o livro foi aborrecido?

Personagens favoritas: Frodo, Sam, Faramir, Théoden, Aragorn, Legolas, Gimli e outra que não posso revelar mesmo que a maior parte das pessoas já conheçam esta história.

Nota: 9/10 - Excelente

Sara

2 comentários:

Jojo disse...

Também não acho o segundo livro aborrecido! Foi o livro que me levou a gostar ainda mais de Tolkien. AS personagens crescem e com final fabuloso que nos deixa desejosos de ler o seguinte.

addle disse...

Para mim, este é o melhor livro da trilogia. Li-o em muito pouco tempo, comparado com o tempo que levei a ler o primeiro.
Em relação aos filmes, são todos bons, mas o melhor de todos é sem dúvida O Regresso do Rei (que até ganhou o Óscar de Melhor Filme).

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