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quarta-feira, 20 de maio de 2009

Danças na Floresta - Crítica (Tiago)



«Tudo tem um preço», dizem todos a Jena, «tudo tem um preço». E sim, tudo teve um preço para a segunda mais velha de cinco irmãs, que teve de sacrificar certas coisas para obter bens maiores, ao longo da sua vida. Jenica, de seu nome completo, mostrou ser uma personagem tipicamente marilliana, com a força de vontade a notar-se em todos os poros da sua pele - e, aliás, seguindo o exemplo da própria autora, Juliet Marillier.

«Danças na Floresta» é o primeiro livro de Juliet catalogado como «young adult», ou seja, literatura infanto-juvenil, em português. Todos os restantes editados até hoje (sem contar com a sequela deste, O Segredo de Cibele) são para adultos. Sinceramente, admito que não seria capaz de os dividir assim. Em «Danças na Floresta» não existe exactamente a mesma monumentalidade e utopia que se lê em Sevenwaters, mas a história é igualmente linda e poderosa.

Uma Clareira da Dança que nos faz esperar por cada lua cheia ao longo da leitura, personagens cujas mentes vamos construindo ao longo das páginas, e mistérios que são alimentados quase até ao último capítulo... um livro mágico, emocionante, e que conta a história do amor verdadeiro - sim, é real. Sim, é mágico. Mas sim, tudo tem um preço. Também Jena aprendeu isto.

Nº de Páginas: 128

Personagens Preferidas: Gogu (foi o sapo mais simpático que já tive o prazer de conhecer), Draguta (porque adoro personagens misteriosas) e Jena (a Juliet esmerou-se, como sempre, na sua personagem principal).

Nota (0/10) - 8 (Muito Bom)

Tiago

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

A Filha da Profecia - Crítica

E, doze dias depois de ter começado a ler, terminei há três horas a leitura d' A Filha da Profecia, o volume que encerra a magnífica e respeitável trilogia Sevenwaters, de Juliet Marillier!

Tinha lido muitas críticas acerca da trilogia. Existem pessoas que dizem que o primeiro, A Filha da Floresta, é o melhor. Existem aqueles que acham que o segundo, O Filho das Sombras, é que foi o mais marcante. E também há quem diga, embora muito menos gente do que para os outros dois, que o terceiro volume, A Filha da Profecia, é o mais bonito e bem feito da saga.

Pessoalmente, este último foi o meu preferido. Temos uma protagonista mais real, que comete mais erros e que se culpa pelo que faz. Que tem altos e baixos... que cai, se lavanta, e volta a ter recaídas... e temos uma história que nos parece ser um beco sem saída até ao fim... que não é nem feliz nem triste... mas que é magnífico.

A Filha da Profecia é a conclusão para uma das minhas sagas preferidas, e, na minha opinião, é um final em grande, intenso, marcante... poderia também dizer original. É fácil de ler, apesar do elevado número de páginas e letras pequenas, o que se pode confirmar pelo número de dias que demorei para o devorar (sim, porque voês não fazem mesmo ideia da eternidade que eu demoro a ler um livro: parece que este ano de 2009 me está a correr bem em termos de leituras).

Apenas uma nota negativa para a tradução portuguesa. Embora boa numas partes, deixa muito a desejar noutras. E, para 9ª edição, os erros ortográficos são demasiados. Os meus parabéns a Juliet Marillier, pelo vocabulário, pela forma como contrói os romances entre as personagens e pela mística que faz passar com a trilogia. E ouvi dizer que para o fim do ano vai sair em Portugal a sequela da trilogia... Heir to Sevenwaters (Regresso a Sevenwaters). Lê-lo-ei, isso sem qualquer dúvida!

Páginas: 477

Personagem Preferida: Fainne (pela realidade com que é construída), Lady Oonagh (porque a sua malvadez é espetacular) e Darragh (porque o par Fainne-Darragh, é, na minha opinião, o mais querido da saga).

Nota (0/10) - 9 (Excelente)

Tiago

E agora vou partir para George Martin, o melhor escritor de fantasia da actualidade. Venha "A Fúria dos Reis"! :D

domingo, 19 de outubro de 2008

O Filho das Sombras - Crítica (Tiago)

Muito bem. Desculpem-me, sinceramente, da minha parte, ter parado com isto. Embora com um ritmo mais lento, vou tentar continuar com isto. E conto com o apoio da Patrícia, espero eu ;)

PODE CONTER REVELAÇÕES, PARA QUEM AINDA NÃO LEU!

Ora bem, acabei há cerca de uma semana de ler, finalmente, o Filho das Sombras. Que vergonha, não é? Um mês e meio para um só livro... mas é assim, eu não sou muito rápido a ler, e então Juliet Marillier vou andando ainda mais devagar.

Mas adorei! Um livro que vai no seguimento d'A Filha da Floresta, no panorama das descrições influenciadas pelos sentimentos, mas que alcança um objectivo e sentido muito mais marcante que o primeiro.

A Filha da Floresta baseava-se num objectivo único: para quebrar um feitiço que mantinha prisioneiros os seus irmãos, Sorcha teria de se mater em silêncio enquanto não acaba-se de tecer 6 camisas de morugem à mão (uma planta que pica e irrita a pele). Em O Filho das Sombras, trata-se novamente de uma história de amor, mas desta vez muito mais forte: a protagonista, Liadan, confronta-se a certa altura com um problema dantesco... terá de escolher, segundo as Criaturas Encantadas, ficar com o seu filho ou com o seu "verdadeiro amor".

Uma caracteristica engraçada é que não se chega a perceber bem quem é, afinal, o Filho das Sombras. Para quem já leu, aceitam-se opiniões! Será o Bran? O Johnny? O Ciáran?...

Muito, muito bom! ;) Um romance à la Juliet Marillier. E venha A Filha da Profecia (mas só daqui a uns mesitos!)

Nota: 8 (Muito Bom)

Personagens preferidas: Liadan (pela consistência que apresenta e pelo seu realismo) e Niamh (porque a adorei, enquanto personagem inconstante na primeira e na segunda metade do volume).

Tiago.

sábado, 2 de agosto de 2008

Danças na Floresta - Crítica



Volto a falar de Juliet Marillier e dos seus livros fantásticos. "Danças na Floresta" é um livro interessante, não tão pormenorizado como "A Filha da Floresta" ou os outros dois livros que pertencem à trilogia Sevenwaters, mas é um bom livro.


Juliet usa uma vez mais o cenário de floresta, de fantasia e principalmente a luta que as personagens principais sempre têm nas suas obras. Uma das coisas que me agrada bastante ao ler livros desta senhora, é a capacidade fantástica que tem de me surpreender. Os acontecimentos são bem descritos, as personagens elaboradas e bem trabalhadas na história, os "cenários" são rodeados de magia e de pura imaginação.


Qualquer dia vou ter uma estante só com Juliet Marillier porque, e se calhar não devia dizer mas pronto, é a minha escritora favorita.


Em breve, e penso que vai acontecer, vão ter uma novidade em relação a esta e a outros escritores. Um novo espaço vai ser criado neste blog que vão adorar. Tenho a certeza que sim.

Personagem Favorita: Jena
Aspectos que ajudam a ser a personagem principal: Determinada, amiga, responsável, ponderada.
Nota atribuída (0/10): 8 (Muito Bom)

domingo, 27 de julho de 2008

O Filho das Sombras- Crítica

[Pode conter, a amarelo, spoilers (revelações do enredo) sobre o primeiro livro da saga, A Filha da Floresta]

Bem, este é o segundo livro da Trilogia Sevenwaters, da autora Juliet Marillier. É a continuação da "Filha da Floresta", criticado pelo meu parceiro Tiago.

Juliet Marillier prima pelas suas descrições excepcionais, que nos fazem vislumbrar todo o ambiente em que se inspirou para escrever a obra. Também as descrições das personagens são extremamente bem construídas, com um desenrolar perceptível.

Neste livro, Liadan, filha de Sorcha, é a personagem principal. Uma rapariga que nasceu com o dom da Visão e com o poder de comunicar telepaticamente com o seu irmão gémeo, Sean. Também Niamh, a irmã mais velha de Liadan e Sean vai ter um papel fundamental no desenrolar deste magnífico romance de Juliet Marillier.

Muita magia, personagens misteriosas e poderosas, amores impossíveis... Juliet Marillier conjuga todos esses aspectos numa obra excepcional digna de leitura.

Personagem favorita: Liadan

Aspectos que ajudam a ser a personagem principal: Determinada, consistente, apaixonada, forte, lutadora.

Nota atribuída (0/10): 9 (Excelente)

Patrícia

A Filha da Floresta - Crítica

[O post não contém spoilers (revelações do enredo)]

Pois bem, acabei de ler este livro à uma semana, e, sinceramente, está já no TOP dos meus favoritos! É o primeiro de uma trilogia, Sevenwaters, escrita por Juliet Marillier, uma autora australiana que já escreveu quase uma dezena de livros, todos eles (ou quase!) relaccionados com os costumes celtas, e baseando-se nas mitologias correspondentes. Ao mesmo tempo, adiciona elementos do fantástico e de romance histórico, fazendo dos seus livros um mar de emoção.
O que li, A Filha da Floresta, é narrado na primeira pessoa, por Sorcha, a sétima filha de um sétimo filho, senhor de um território no meio da floresta nominado Sevenwaters. A história é belíssima!

É um livro cheio de personagens ricas, e vamos aprendendo com elas ao longo da história. Mas o principal factor do livro é a emoção com que está escrito.Como está narrado na primeira pessoa, acaba por estar interligado com as emoções de Sorcha, a jovem filha de Sevenwaters. Quando se sente triste, a visão das coisas torna-se pessimista. E nós conseguimos acompanhar essa transmissão de carácter, sentimo-nos, de facto, tristes.

E depois é uma história mágica, cheia de ternura e afecto; quase como um conto de fadas contado para adultos. Que nos deixa a sonhar até ao fim.

A história terá continuação, nos próximos dois livros da saga, e pessoalmente gostei muito deste!

Personagem Preferida: Sorcha
Nota (1/10): 8 (Muito Bom)

Tiago.
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