quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Após a leitura da... BANG!


A minha expectativa era muita, quase como se se tratasse do lançamento de um livro há muito esperado. O que era estranho, pois não passava do número 8 de uma revista que eu nunca lera. A Bang!, revista dedicada ao fantástico literário, com a chancela da Saída de Emergência, era uma daquelas publicações que eu nunca lera. Ora porque era editada em e-book, ora porque só era posta à venda através do site. Num entanto, agora no fim de Outubro, em virtude de uma parceira fortíssima com a FNAC, conseguiu assegurar a sua distribuição por todas as lojas do país pertencentes a essa cadeia de livrarias. Melhor ainda – gratuitamente, a cores, e com excelente qualidade.

Desengane-se quem pense que se trata de um catálogo. A Bang! é muito, muito mais do que isso. É verdade que aproximadamente um terço dos livros referidos pertencem à Saída de Emergência (não que seja mau, repare-se), mas existem muitas outras referências a livros de outras editoras portuguesas, e até estrangeiras. E para lá dos livros, ainda mais importante: a ficção publicada, e os ensaios de excelente qualidade. Ao ler a Bang! 8 de uma ponta à outra, senti-me na presença de um guia do fantástico que me fascinou pela surpresa.

Segue-se uma análise minha dedicada a cada uma das secções/contos/ensaios da revista:

  • • Do «Editorial» só tenho a dizer bem. Com as palavras de Safaa Dib ficamos a saber um pouco melhor do que se trata o projecto, da sua história, e, enfim, entusiasma-nos a partir para a leitura. Sou fã de editoriais… de referir, no fundo da página, a originalidade dos créditos da revista, que pode passar despercebida: com “director e escravo das galés: Luís Corte Real”, “colaboradores explorados nesta edição”, “autores convidados à bruta”, e “tiragem de revirar os olhinhos”. Só alguns exemplos!
  • • A página «Ilustrador da Capa» parece-me justa e interessante, dignificando assim o trabalho do ilustrador, e dando a conhecer um pouco mais da sua obra. Embora não tenha ficado particularmente interessado na carreira de Alejandro Dini.
  • • As páginas «Colecção Bang!» também foram do meu agrado. Claro que gostei de ver o “Sonho Febril” destacado, como aliás não podia deixar de ser. Das novidades prometidas, destaque para “A Corte do Ar”, e o livro de contos de David Soares. São os que estão sob a minha vigia…
  • • «M., de malária» é um conto de José Eduardo Agualusa, publicado numa antologia de vampiros aqui há uns meses, e agora na revista Bang. É o primeiro texto que leio do autor, embora já tivesse lido críticas de livros do mesmo. Não me surpreendeu por aí além, e até tenho de dizer que foi talvez o conto desta edição que menos me cativou. Com muita pena minha.
  • • «A (Minha) História de Duna», texto de Jorge Candeias, é uma crónica do autor e tradutor sobre a experiência de tradução do livro de ficção científica Duna, publicado há pouco tempo pela Saída de Emergência. Ponto positivo: a descontracção do Candeias a escrever é notória, e cria empatia e relação com quem quer que leia. Ponto negativo: não me cativou particularmente para a leitura do livro, tendo até adiado as minhas perspectivas de leitura. Foi sincero nas suas palavras, e eu, acreditando, adio Duna para outra altura da minha vida.
  • • O melhor conto de toda a revista Bang 8 foi para mim o de George R. R. Martin – “Com a manhã chega a neblina”. Como todos saberão, sou fã assumido do autor de fantasia. Mas é inacreditável como o mesmo me continua a surpreender a cada texto que leio – desta vez tratando-se do primeiro conto que leio dele. Martin dá um estilo cativante ao texto, dá-lhe um final profundamente meditativo e surpreendente, e, fugindo ao que seria de esperar nele, presenteia-nos com uma quase moral da história que não me deixou indiferente. Muito bom.
  • • «Os livros das minhas vidas» é uma crónica que a cada mês vai ter um convidado diferente. Talvez a dimensão de apenas uma página tenha sido causa para não ter apreciado por aí além. Afonso Cruz fez as suas escolhas, e falou especificamente de uma. Mas caíram assim como que num vazio… sem grande contextualização, ou introdução.
  • • A secção «Távola Redonda» deixou-me rendido, e aqui fica a sugestão de apostarem bem nela! Convidam cinco autores para falarem acerca de um dado tema, e nesta edição falaram da publicação. Artigo muito informativo e esclarecido, com alguns pormenores bastante interessantes. Diverti-me particularmente com alguns pontos de vista de Inês Botelho, que revelou ter contactado as editoras para a sua primeira obra através das listas telefónicas. Achei graça!
  • • O conto «A boa gente de Sodoma», de Matthew Rossi (a ser publicado em Portugal para 2011) não me chamou a atenção, talvez pelos termos técnicos demasiado desenvolvidos para a minha cabeça. Num estilo que torna científica a ficção (ficção científica!), dá-nos uma explicação “óbvia” sobre algumas das consequências das viagens no tempo. Não me surpreendeu.
  • • António de Macedo é autor do ensaio cuja 1ª parte nos é apresentada nesta revista: «Os mundos imaginários do fantástico português». Muito interessante de ler, do princípio ao fim, revela-nos factos históricos da existência do género Fantástico em Portugal mesmo desde a Idade Média, e posso dizer que aprendi muita coisa ao longo das oito páginas de texto. Fico a aguardar ansiosamente pela continuação destas páginas de história…
  • • Outro conto o qual não gostei por aí além foi «Os Cascos e o Casebre de Abdel Jameela”, conto finalista do Prémio Nébula 2009, escrito por Saladin Ahmed. Talvez com um imaginário demasiado cru, não sei bem explicar, acabou por não me convencer muito. De princípio confuso e desenvolvimento pouco rico, fiquei com a sensação de que apenas certos momentos foram de facto bons de ler. Mas é claro que isto se trata apenas da minha opinião!
  • • «Légolas, rói-te de inveja!» é um artigo escrito sobre uma saga de elfos negros que saiu agora publicada pela Saída de Emergência e que, para ser sincero, não me cativa minimamente. Não sei se é por não fazer o meu género preferido de fantasia, se pelo estilo de escrita, se… não sei. E depois de ler o artigo continuei sem estar interessado. Há livros com que uma pessoa embirra sem ter lido, não é? Acontece-me com muitos de vampiros, e agora com este…
  • • Do conto «Felicidade» de Inês Botelho esperava tão mais! Se calhar porque tinha as expectativas demasiado elevadas, pareceu saber-me a pouco. Claro que se ela desenvolvesse, e evoluísse para algo um pouco mais longo, eu pudesse ter-me agarrado com outra garra. Mas o tamanho parece não ter jogado a favor, e fiquei apenas com uma sensação de ter gostado, mas de quem queria mais. Sou um leitor fã de Inês Botelho, pelo que ela nos tem dado nos mais variados géneros, e foi bom vê-la aventurar-se numa distopia. Um bom trabalho, mas que me soube a pouco.
  • • «Nova Vaga, Novas Capas» reflecte um período muito específico da história editorial da ficção científica, durante os anos 60. Mostra a evolução das capas, a acompanhar as mudanças sociais ocorridas na época, e foi bom ter acesso a este ponto de vista. No fundo, as decisões editoriais relativas a grafismos e capas nunca são feitas ao acaso. Há sempre bases e porquês para determinadas escolhas…
  • • O texto de não-ficção « Fantasia Urbana ou Romance Paranormal?», da Safaa, explora este mistério que é a catalogação dos livros por géneros, subgéneros, subsubgéneros, etc. E que para mim sempre foram exactamente isso: um mistério, sempre relativo. Ficamos um pouco mais explicitados, e foi interessante de ler.
  • • «As Cidades do Segundo Esquerdo», de Afonso Cruz, é talvez um dos contos que mais gostei de ler logo a seguir ao de George Martin, talvez pela escrita e originalidade me terem surpreendido. Fiquei apenas com pena do tamanho, porque tenho a certeza que a temática dava para construir um projecto muito maior!
  • • A secção de críticas foi uma desilusão. A sério. Esperava umas 10 páginas de críticas boas, mas o que li foram na sua maioria resumos dos livros; e posso dizer que pela blogosfera já tenho lido críticas aos mesmos livros, melhor realizadas! Sem querer desvalorizar o trabalho de quem as fez, senti que se agarraram muito ao enredo, e se afastaram um pouco da opinião (excluindo uma ou duas específicas de que gostei mais). Espero que apostem nesta secção um pouco mais, e alarguem, pois para mim a crítica é sempre uma área na qual se deve apostar, para que os leitores percebam se devem ou não ler um livro, segundo a opinião de uma dada pessoa. Mais objectividade, talvez.
  • • A secção de Banda Desenhada foi agradável de ler, com o seu artigo sobre a série “The Walking Dead”, livro que vi traduzido para português no outro dia na FNAC.
  • • A última página foi também do meu agrado, com as novidades literárias do fantástico esperadas para o próximo trimestre. Apenas como ponto negativo uma dada parte da crítica à trilogia de Anne Bishop, que me parece conter alguns spoilers (sérios?) no princípio do último parágrafo. Espero que não me estrague a surpresa da leitura…
No fundo, uma das poucas coisas que não gostei na Bang é do seu carácter trimestral que por mim, apenas leitor, podia ser reduzido! Embora compreenda perfeitamente o trabalho que dá fazer uma publicação destas. Cá estarei para ler o próximo número, e aqui fica a nota para todos os leitores do Lydo e Opinado: vão buscar a revista a uma FNAC perto de vocês. Ok? BANG!

Tiago

sábado, 23 de outubro de 2010

Os Livros Desafortunados


Tenho a sensação de já ter falado deste assunto aqui no blog. Acontece que alguns livros que escolhemos ler são mesmo uns desafortunados... até podem ser a melhor obra que já nos passou pelas mãos (e nesse caso então, o azar chegaria ao extremo), mas pelas condições em que são lidos acabam por ser, às vezes, recordados com um pouco de desgosto. Ao pegar em "Underground", de Haruki Murakami, há quatro dias não estava à espera de na manhã seguinte acordar adoentado, constipação forte essa que está a durar até hoje (mas já estou melhor). Eu, falando por mim, tenho a sensação de que os livros que são lidos enquanto estou doente, são sempre uns desafortunados...

Colocava ainda a pergunta aos leitores do blog se, além desta situação, numa outra também acontece efeito semelhante. Já aconteceu falecer alguém próximo de vós enquanto liam um livro? A leitura ficou manchada por esse acontecimento? Gostava de saber as experiências das pessoas. E desculpem tocar neste assunto, se alguém não gostar dele. Eu próprio me sinto um pouco incomodado com ele...

Tiago

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Crítica - Sonho Febril

Título: Sonho Febril
Autor: George R. R. Martin
Tradutora: Ana Mendes Lopes
Editora: Saída de Emergência
Nº de Páginas: 386
Preço Editor: 19,61€

Sinopse: «Rio Mississípi, 1857. Abner Marsh, respeitável mas falido capitão de barcos a vapor, é abordado por um misterioso aristocrata de nome Joshua York que lhe oferece a oportunidade única de construir o barco dos seus sonhos. York tem os seus próprios motivos para navegar o rio Mississípi, e Marsh é forçado a aceitar o secretismo do seu patrono, não importando o quão bizarros ou caprichosos pareçam os seus actos. Mas à medida que navegam o rio, rumores circulam sobre o enigmático York: toma refeições apenas de madrugada, e na companhia de amigos raramente vistos à luz do dia. E na esteira do magnífico barco a vapor Fevre Dream é deixado um rasto de corpos... Ao aperceber-se de que embarcou numa missão cheia de perigos e trevas, Marsh é forçado a confrontar o homem que tornou o seu sonho realidade».

Publicado originalmente nos Estados Unidos em 1982, esta obra de George R. R. Martin, muito anterior ao seu grande sucesso «As Crónicas de Gelo e Fogo», só agora é editada entre nós. Se tinha expectativas elevadas? Muitas. As Crónicas são responsáveis por esperarmos semopre muito de um autor que até então sempre nos surpreendeu. Este 'Sonho Febril', com a sua capa portuguesa maravilhosa, e sendo fantasia de George R. R. Martin já escrita há quase trinta anos, só podia prometer grandes coisas. Parti para a sua leitura entusiasmado e expectante.

Não me desiludi! É-nos introduzida logo desde o começo uma personagem que associaria como sendo tipicamente de Martin - Abner Marsh. Ao nível das suas melhores personagens de sempre, juntando com o TOP das presentes nas Crónicas de Gelo e Fogo. E é sob o olhar deste capitão que acompanhamos grande parte desta aventura. Este capitão tão peculiar e com o qual é tão fácil aprendermos a gostar da sua forma de ser. Descrito como o homem mais feio de todo o rio Mississipi, com os seus cento e cinquenta quilos e cara cheia de verrugas, tem uma maneira de ser muito forte e vincada. Esta personagem é responsável por 1/3 do gosto que tenho por este livro.

O dos 1/3 restantes estão no ambiente. Este mundo de meados do século XIX no rio Mississipi, com toda a história dos barcos a vapor, as cargas e descargas, as viagens atribuladas, as competições entre os barcos por um maior estatudo e fama... é simplesmente apaixonante. Dá vontade de lá estar a viver aqueles momentos. A descrição dos barcos, dos mais e menos luxuosos... identifiquei-me bastante com o ambiente descrito. Mágico e envolvente.

O último 1/3 do gosto não podia deixar de ir para o horror que caracteriza este livro. Não é uma história fácil, serena. Pelo contrário. Não se assustem os que fogem das modas quando eu disser que o tema principal do livro é exactamente 'Os Vampiros'. Agora reparem que há aqui uma grande diferença! Primeiro foi escrito muito antes da moda que agora houve. Depois, temos aqui uma dimensão mais palpável e assustadora destes seres. Longe de terem uma co-existência fácil com os humanos, ou de serem bonzinhos, ou de transformarem outros também em vampiros se assim o desejarem... temos aqui um conceito mais horroroso e monstruoso. Humanos e vampiros não se ligam, não se consideram iguais - e nisto há também uma constante referência à escravatura ainda existente na época, entre brancos e negros não se considerarem iguais. A comparação é feita constantemente! Atenção, aviso-vos: momentos de terror verdadeiramenre... repugnantes, diria assim. Perturbador.

Não querendo revelar spoilers, e não o vou fazer - adoro a posição que o tema "poesia" tem na obra. Entrando aos poucos na vida de Marsh, que no entanto nunca deixa de a chamar 'malditos poemas!', sentindo o contrário. Está muito bem conseguido.

Como pontos menos positivos tenho apenas o enredo da segunda metade do livro, que me parece um pouco mais pobre que a primeira. Quanto à tradução, embora boa na sua grande parte, tanto no princípio como no fim apresenta algumas repetições de palavras escusadas em sequências de frases muito próximas, e uma ou duas trocas de nomes que teriam ido lá com uma melhor revisão. Muito positiva, no entanto!

Fica pois a sensação que o livro correspondeu às altas expectativas que tinha criado, sem as ter no entanto nem ultrapassado nem ficado aquém. Uma obra que confirma George R. R. Martin como o meu autor preferido de fantasia, e que prova o poder que uma boa escrita tem de nos levar para longe do tempo e da realidade em que vivemos. Excelente!

Personagem Preferidas: Abner Marsh. Adorei!

Nota: 9/10 - Excelente

Tiago

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Novidades sob o meu olhar...


Chega Outubro e com ele uma série de novidades editoriais que são, por norma, as grandes apostas do ano. Entre os lançamentos deste ano, estes são os 4 livros que mais me estão a prender a atenção (do último ainda só conhecemos a capa e um pequeno excerto de três linhas, e nada mais!).
  • O Homem do Castelo Alto - Philip K. Dick
  • A Queda dos Gigantes - Ken Follett
  • Livro - José Luís Peixoto
  • Matteo perdeu o emprego - Gonçalo M. Tavares
Em princípio, estes quatro não me escapam - mais cedo ou mais tarde hei-de os adquirir e ler.

Tiago

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Crítica - Morreste-me


Título: Morreste-me
Autor: José Luís Peixoto
Editora: Quetzal Editores
Nº de Páginas: 60
Preço Editor: 12,11€

Sinopse: «Morreste-me, texto que deu a conhecer o jovem escritor José Luís Peixoto, é uma obra intensa, avassaladora e comovente: é o relato da morte do pai, o relato do luto, e ao mesmo tempo uma homenagem, uma memória redentora. Um livro de culto há muito tempo indisponível no mercado português.»

Existem autores que, num mapa mental meu, não me podem escapar num determinado prazo. Há aqueles casos em que digo «até ao fim do ano tenho de ler um dele...», ou então o critério mais geral «um dia tenho de experimentar...». José Luís Peixoto pertencia a esta segunda categoria. Assistira a uma entrevista com ele, na televisão, há aproximadamente um ano, e ficara curioso. Mas com o lançamento recente do seu novo romance - Livro - começaram a chover críticas positivas pela blogosfera. Nomeadamente, que Livro era a melhor obra portuguesa desde O Memorial do Convento, de José Saramago. José Luís Peixoto passou de imediato para a primeira categoria. Queria lê-lo até ao fim do ano. Só que ontem, numa ida à FNAC, deparei-me com a sua primeira obra, «Morreste-me», e não consegui resistir. Trouxe-o, e li-o em pouco mais de uma hora hoje à tarde (longe de mim desistir do Sonho Febril, o qual estou a gostar bastante! Fiz apenas uma pausa de um dia).

Quando as expectativas partem muito elevadas, é normal que se sinta um pouco de desilusão. E foi exactamente isso que senti. O livro, de sessenta páginas, é um relato comovente e pessoal sobre os sentimentos do autor em relacção à morte do pai. É realizada uma viagem, um reavivar de memórias, e vive-se e sente-se a dor. A dor. Ao longo do livro.

Pareceu-me natural lê-lo em voz alta. Um livro como este chama a fazer isso. Li-o, pois, expressando-me conforme as palavras mo diziam para fazer. Já tinha lido que era um livro com muita dor... e isso confirmou-se... mas também tinha lido que esta se entranhava no leitor de forma quase invasiva... e isso não senti. Aliás, achei o relato um pouco distante. Talvez pela minha ainda breve experiência de vida, senti-me um espectador de fora a assistir, e não fazendo parte, como esperava que viesse a acontecer. Não sei se por ser a primeira obra do autor esse sentido pudesse ainda não ter sido apurado na sua escrita. Depois disso escreveu mais 6 de prosa... que tenciono ler.

O ponto alto do livro é a própria escrita: foge às regras. Longe do convencionalismo que se assiste na grande maioria dos livros que lemos, apresenta-nos um estilo de linguagem meio alternativo, sem receios. José Saramago, António Lobo Antunes, valter hugo mãe, Inês Botelho, e agora José Luís Peixoto. Os três primeiros nunca li, embora saiba que apresentam também eles particularidades ao nível da expressão. Agrada-me este modo alternativo de encarar a linguagem!

No fundo fica um sentimento de que li uma narrativa tocante, poderosa na maioria da sua extensão, triste toda ela - mas que, pela elevada expectativa, não me surpreendeu e desiludiu um pouco. O primeiro que José Luís Peixoto escreveu foi o primeiro dele que li. Fica a vontade de ler mais da sua obra, porque sem dúvida estou curioso por o fazer.

Nota (0/10): 7 - Bom

Tiago

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Vencedores do Passatempo 'Sonho Febril'!


E recebi o resultado do passatempo 'SONHO FEBRL', livro de George R. R. Martin, editado pela Saída de Emergência. A editora surpreendeu-me, apresentando o nome não de 1, mas sim de 3 vencedores! Entre as 188 participações (record no Lydo e Opinado!), pouco mais de dois terços apresentaram as respostas certas. Seguem-se então as respostas:

1- Abril de 1857
2- Casa da Plantação
3- Burgundy
4- Quatro.
5- Ouro/ Moedas de Ouro/ Vinte mil dólares em moedas de ouro.

E os vencedores são, por sorteio da própria editora:

Fernando Silva, de Alenquer

Patricia Dias, de Modelos

Inês Matos, do Lorvão

Parabéns aos três! Dentro em breve receberão nas vossas caixas de correio um exemplar deste livro de George R. R. Martin. Para todos os outros, muitos, participantes: obrigado pela vossa participação, e não deixem de ler o livro. Eu estou já na segunda metade do mesmo, e estou a gostar muito, como poderão depois ler pela minha crítica.

Uma última palavra de agradecimento à editora, por tornar possível este passatempo!

A Equipa do Lydo e Opinado

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Nobel da Literatura 2010 - Mario Vargas Llosa!!


Eis que é divulgado o nome do Nobel da Literatura do ano 2010:

Mario Vargas Llosa

O escritor peruano é o galardoado deste ano pela Academia Sueca que atribui o Prémio Nobel. Ao meio-dia (hora de Portugal) foi divulgado como vencedor.

O blog Estante de Livros publicou um muito útil link que vos leva à totalidade da obra do autor publicada em Portugal. Este ano não são poucos os títulos que temos entre nós do recém eleito Nobel! Carreguem aqui.

A justificação por parte da Academia para atribuição do prémio foi "pela sua cartografia das estruturas de poder e pelas suas imagens mordazes da resistência, revolta e derrota dos indivíduos".

[Post em constante actualização]
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